Blazers crescem no momento decisivo, viram sobre os Pelicans e pressionam o Oeste na reta final
O Portland Trail Blazers começa a dar sinais claros de que não está apenas sobrevivendo na temporada, está competindo de verdade, e isso se deve graças ao técnico Tiago Splitter.
A vitória por 118 a 106 sobre o New Orleans Pelicans, na noite de quinta-feira, não foi só mais um resultado positivo: foi uma demonstração de maturidade competitiva em um momento em que cada jogo muda o destino da franquia.
Depois de sair para o intervalo perdendo por 65 a 60, o time reagiu com um terceiro quarto dominante (28 a 16), baseado em defesa agressiva e geração de turnovers. Foram 19 erros do Pelicans no jogo, sendo oito apenas no terceiro período.
Jrue Holiday liderou o time com 27 pontos, 5 rebotes e 9 assistências, convertendo 7 bolas de três em 15 tentativas. Mas mais do que o volume, o impacto: duas dessas bolas no clutch praticamente encerraram o jogo, incluindo uma a 1:21 do fim que abriu 11 pontos de vantagem.
Ao lado dele, Deni Avdija entregou 26 pontos, 8 rebotes e 7 assistências enquanto Toumani Camara somou 23 pontos e foi decisivo também defensivamente, com 4 roubos de bola. Esse trio combinou 76 pontos, mais da metade da produção ofensiva da equipe.
Scoot Henderson (14 pontos) e Matisse Thybulle (13 pontos, vindo do banco) complementaram a rotação, enquanto Robert Williams III impactou sem pontuar com 9 rebotes. Portland teve sete jogadores com pelo menos um roubo de bola, isso é um reflexo direto de intensidade coletiva.
Do outro lado, o cenário é o oposto.
Os Pelicans chegam à sexta derrota consecutiva e 11 derrotas nos últimos 12 jogos. Mesmo com Jeremiah Fears anotando 21 pontos e Trey Murphy III contribuindo com 19 pontos e 8 rebotes, a equipe não conseguiu sustentar o ritmo. Zion Williamson foi limitado a apenas 15 pontos e Dejounte Murray terminou com só 9 pontos em 28 minutos.
Não foi só uma derrota, foi mais uma confirmação de colapso.
Sequência positiva ou ilusão de contexto?
O Portland chega à terceira vitória consecutiva (e cinco nos últimos seis jogos), após bater:
- Pelicans (118-106)
- Clippers (114-104)
- Wizards (123-88)
Aqui entra a leitura que muita gente evita: a vitória contra o Clippers é o único resultado realmente “pesado” dessa sequência. Pelicans vive uma crise profunda e Wizards é um dos piores times da liga.
Então a pergunta é inevitável: o crescimento é real ou circunstancial?
A resposta, por enquanto, está no comportamento e não somente no adversário. Portland tem defendido melhor, forçado turnovers e encontrado consistência no perímetro. Isso sustenta mais do que placar.
Classificação, cenário e o que está em jogo
Com campanha de 40-38, o Blazers ocupa a 8ª posição do Oeste, meio jogo atrás do Clippers. E aqui não é detalhe, tudo conta :
- 8º lugar: precisa vencer 1 jogo no play-in para ir aos playoffs (provável confronto com Suns)
- 9º lugar: precisa vencer 2 jogos (possível caminho passando por Warriors)
Ou seja: não é só posição, é dificuldade do caminho.
E a sequência final não dá margem:
- Nuggets
- Spurs
- Clippers
- Kings
Se o time quiser provar que essa sequência não é ilusória, vai precisar competir , de verdade, contra esse calendário.
O que esperar do time comandado pelo brasileiro
O Portland Trail Blazers chega ao momento mais importante da temporada jogando seu melhor basquete. Isso é fato.
Mas também é fato que a amostra recente ainda é contaminada por adversários frágeis.
O jogo contra o Pelicans mostrou um time que sabe ajustar, defender e decidir , três características que sustentam campanha. Agora falta o teste mais tradicional do basquete: fazer isso contra times grandes, fora de casa e sob pressão real.
Se passar por esse trecho final mantendo esse nível, aí sim deixa de ser “boa fase” e vira ameaça.
Hoje, ainda é um time em construção… mas perigosamente competitivo com um brasileiro sendo o regente desse time.
