Blazers abrem 17 pontos,mas entram em colapso no 3º quarto e veem Spurs abrirem 3-1
O Portland Trail Blazers teve o jogo nas mãos mas deixou escapar de forma inaceitável. Após abrir 17 pontos e controlar o ritmo no primeiro tempo, o time sofreu um colapso técnico e mental no terceiro quarto, permitindo a virada do San Antonio Spurs e caminhando para uma derrota pesada por 114 a 93. A série agora está 3-1 para os texanos.
O jogo estava controlado até o time parar de jogar
Portland, no primeiro tempo, fez exatamente o que se espera de um time em casa nos playoffs: intensidade, transição rápida e aproveitamento alto. A vantagem chegou a 19 pontos ainda no segundo quarto, com bons minutos de Deni Avdija (26 pontos) e Jrue Holiday (20).
Quando o jogo exigiu leitura e ajuste, o time simplesmente desapareceu.
O terceiro quarto que muda uma série
O início do segundo tempo define tudo. O Spurs voltou com uma sequência de 13-0, virou a dinâmica do jogo e expôs um problema grave: Portland não conseguiu pontuar, organizar ataque ou sequer gastar posses com inteligência.
O dado mais relevante não é só a virada , é o parcial do segundo tempo: 73 a 35 para San Antonio. Um verdadeiro PASSEIO do time de Mitch Johnson.
Victor Wembanyama voltou do protocolo de concussão com impacto imediato:
27 pontos, 11 rebotes e 7 tocos. Não só pontuou, como destruiu qualquer tentativa de reação no garrafão.
Já De’Aaron Fox foi o organizador do caos ofensivo: 28 pontos, controle de ritmo e decisões rápidas quando o jogo apertou.
Scoot Henderson: um jogo para esquecer
Se o colapso coletivo já é grave, o desempenho individual de Scoot Henderson levanta um alerta ainda maior.
0 pontos, 0 rebotes, 2 assistências em 27 minutos.
Não é só um jogo ruim. É ausência total de impacto em um momento decisivo de playoffs.
Para um armador que deveria ser motor ofensivo, isso muda completamente a leitura da série. Portland ficou sem criação, sem infiltração e sem qualquer ameaça consistente no perímetro.
A diferença entre promessa e maturidade
Enquanto Portland desmoronou, o Spurs mostrou exatamente o oposto: maturidade competitiva.
Mesmo após sair perdendo por larga margem, o time não se desorganizou. A defesa subiu o nível, o ataque encontrou melhores decisões e o coletivo apareceu e contando com nomes como Stephon Castle (16 pontos, 8 assistências) contribuindo além das estrelas.
Isso é padrão de time que sabe jogar série longa.
Agora a série está encaminhada
O placar da série (3-1) é consequência direta do que aconteceu em quadra: um time que cresce sob pressão contra outro que colapsa.
Portland não perdeu apenas o jogo. Perdeu controle emocional, leitura tática e protagonismo em quadra.
Agora a eliminação não é uma mera possibilidade. É o cenário mais provável. Só resta saber se será no dia 28/04 no Texas ou se será no dia 30/04 no Oregon.
