Botafogo fica no empate com Atlético-MG após gol no fim do jogo
Clube Atlético Mineiro e Botafogo de Futebol e Regatas empataram por 1 a 1 na tarde deste domingo, na Arena MRV, em um duelo marcado por duas sensações completamente distintas ao apito final. Para os mineiros, ficou o gosto amargo de deixar escapar a vitória nos minutos finais. Já para os cariocas, o empate teve sabor de resistência, persistência e sobrevivência em uma atuação distante do ideal.
O Atlético foi superior durante boa parte do confronto, especialmente no primeiro tempo. Intenso, agressivo pelos lados e muito vertical, o time de Eduardo Domínguez criou problemas desde os primeiros minutos. Antes mesmo dos cinco iniciais, os donos da casa já haviam levado perigo em três oportunidades, incluindo um gol anulado de Minda por impedimento de Bernard na origem da jogada.
Com Cuello inspirado pelo lado direito e Renan Lodi dando profundidade pela esquerda, o Galo encontrou espaços constantemente na defesa botafoguense. O sistema defensivo carioca mostrou dificuldades para encaixar a marcação e controlar as movimentações ofensivas adversárias. Medina demorava nas coberturas, Ferraresi vacilava no acompanhamento e Alex Telles sofria diante das investidas de Cuello.
O gol atleticano nasceu justamente dessa superioridade. Cuello avançou pela direita e cruzou rasteiro. Barboza afastou mal e a sobra ficou para Cassierra completar para as redes, coroando uma atuação muito participativa do atacante colombiano. Mesmo após abrir o placar, o Atlético seguiu perigoso, mantendo intensidade sem precisar dominar a posse de bola.
Do outro lado, o Botafogo teve enorme dificuldade para transformar posse em perigo real. A equipe tentou trabalhar jogadas mais longas, mas circulou a bola em ritmo lento e pouco conectou seus homens ofensivos. Danilo participou pouco, Edenilson não conseguiu influenciar a construção e Arthur Cabral passou boa parte do jogo isolado. As melhores oportunidades vieram em bolas paradas ou chutes de média distância.
Na segunda etapa, porém, o cenário começou a mudar. O Atlético recuou excessivamente e permitiu que o Botafogo crescesse na partida. Ainda assim, o Galo continuava encontrando espaços nos contra-ataques, principalmente com Cuello, que obrigou Neto a fazer duas grandes defesas em sequência. O goleiro botafoguense, bastante contestado recentemente, foi decisivo para manter o time vivo no jogo.As mudanças também alteraram a dinâmica do confronto. O Atlético perdeu intensidade física, especialmente após a saída de Bernard, enquanto o Botafogo ganhou presença ofensiva com as entradas de Barrera, Marçal e Montoro. Sem grande qualidade técnica, os cariocas passaram a pressionar mais pelo volume e pela ocupação da área.
E foi justamente dessa insistência que nasceu o empate. Aos 44 minutos do segundo tempo, Marçal cobrou lateral na área, a bola desviou nas costas de Junior Alonso e sobrou para Arthur Cabral empurrar para o fundo das redes, silenciando a Arena MRV e frustrando o torcedor atleticano, que já enxergava o time próximo das primeiras posições da tabela.
O empate deixa sentimentos opostos. O Atlético lamenta a chance desperdiçada após controlar grande parte do duelo. Já o Botafogo valoriza um ponto conquistado na perseverança, sustentado pelas defesas de Neto e pela insistência até o último lance.
