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Dossiê Argentina: A final que expôs para o mundo quem a Argentina realmente é

A Copa do Mundo de 2026 finalmente teve seu início, o fim e o meio. E desde de seu princípio, todas as atenções estavam voltadas a certas seleções com potencial de protagonistas. Sem dúvidas, a Argentina, campeã em 2022, era um desses times. Mas escândalos de arbitragem e atitudes polêmicas dos argentinos incendiaram a imagem que o mundo possuía do plantel albiceleste.

Para ser coerente, a seleção argentina historicamente se envolve em controvérsias. No seu primeiro título, diversas suspeitas sobre a participação do ditador Videla na conquista vieram a público, como o famoso jogo contra o Peru. 8 anos depois, o infame episódio da “Mano de Dios”. E engane-se quem pensa que este foi o último incidente.

Durante o torneio de 2022, a arbitragem teve papel central dentro da trajetória argentina. Por mais que o mérito do troféu pertença a Lionel Scaloni e seus comandados, a coleção de faltas, cartões e atuações do VAR abertos a interpretação torna imperativo a relação de tais intervenções com o título mundial.

Entre uma Copa e outra, a Argentina é campeã da Copa América e ao comemorar, alguns jogadores proferem cantos racistas que viralizam. E este relato não é isolado. Meses antes da Copa, o argentino Prestianni é acusado de ofender racialmente Vini Júnior, o que obriga a FIFA a criar uma regra proibindo jogadores de falaram com a camisa na frente do rosto.

Começa a Copa de 2026. Na fase de grupos, Messi se torna o artilheiro histórico da competição e sempre tenta manter esta marca durante toda a competição. Porém, o craque protagoniza logo na sua primeira partida um lance que ganhou as redes, por ser passível de expulsão e, mesmo assim, não sofrer represálias do árbitro.

O próximo momento de contestação acontece no confronto contra Cabo Verde nos inéditos 16 avos. Falta para a Albiceleste, o goleiro Vozinha está arrumando a barreira quando o árbitro autoriza a batida. O experiente arqueiro faz a defesa, mas a revolta em cima do lance é colossal e começa a alimentar uma conspiração em relação a arbitragem.

Jogo seguinte contra o Egito apresentou camadas mais escandalosas. Um gol mal anulado do egípcios e diversas faltas argentinas sem punições esquentavam o clima da disputa. Mas o momento de incontestável impugnação da atuação do juíz ocorreu quando o técnico egípcio cruzou os braços anunciando um caso de racismo e foi recepcionado com um cartão amarelo.

A confederação do Egito anunciou investigação sobre o caso e deixou a questão quente nos noticiários. Fase após fase, a Argentina foi avançando, até alcançar a final contra a Espanha. Neste período, o discurso era de raça e entrega total por parte dos argentinos, além de exaltação a Messi, merecida pelo desempenho individual e coletivo.

No decorrer da partida, a pancadaria que se tornou marca dos argentinos se fez presente. Mas o preço foi alto. Enzo Fernández acabou expulso e, com um a menos, a muralha cedeu. 1×0 para os espanhóis em jogo completamente dominado, onde a Argentina não foi capaz de dar um chute sequer ao gol.

O percurso da Argentina foi relativamente mais modesto que o da Espanha, com adversários de menor pretensão no torneio. Com exceção da Inglaterra, todas as equipes não apresentavam nível prévio para igualar o desempenho, o que não impediu os argentinos de correrem riscos.

Apesar de existir méritos em chegar na final, o jogo em si expôs o abismo que existe entre Espanha e Argentina. Com Messi apagado, a Argentina não foi párea para o jogo de posse espanhol, nem pode competir como se esperava. Uma completa decepção, mas que foi superada pelo que rolou fora de jogo.

Diversos momentos dentro da decisão mostraram ao mundo o pior daquele plantel. Não apenas a violência sem bola, mas uma tentativa risória de conquistar um cartão vermelho a Cucurella por passar a mão na boca, zombando de uma regra aplicada por atitude anti desportiva de um argentino meses atrás.

Para fechar com chave de ouro, Espanha é campeã e o imprudente Paredes decide agredir jogadores espanhóis. Quando os europeus subiram ao palco para celebrar o título, os jogadores argentinos ficaram de costas em protesto. Uma imagem que rodou o mundo de forma negativa para este elenco.

Ao invés de ficar lembrado pelo empenho mostrado, ficaram as polêmicas do apito, a violência desnecessária, atitudes anti desportivas e, principalmente, a imagem de um time lotado de péssimos perdedores. O que combina com a imagem de péssimos ganhadores, que já havia sido passada anteriormente. E a conclusão: a história foi feita dentro e fora de campo, documentada para o mundo todo assistir, e a Argentina fez por onde para ser lembrada como uma das piores vices da história. Parabéns.

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