O volante Danilo foi afastado pelo Botafogo de Futebol e Regatas e não participará dos próximos treinos e partidas da equipe até que sua situação seja definida. O jogador já havia desfalcado o time na partida contra o Corinthians, no último domingo, sob alegação de “motivos pessoais”, e também está fora da viagem para o Paraguai, onde o clube enfrenta o Independiente Petrolero pela Copa Sul-Americana.
Antes da apresentação à Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo, Danilo ainda teria três compromissos pelo Botafogo: um pelo Campeonato Brasileiro, diante do São Paulo, e dois pela Sul-Americana, contra Independiente Petrolero e Caracas.
O desgaste entre o volante e a diretoria alvinegra começou no sábado, quando o atleta procurou o técnico Franclim Carvalho e pediu para não atuar contra o Corinthians. Apesar de inicialmente estar relacionado para a partida, Danilo foi cortado poucas horas antes da bola rolar no Nilton Santos. A decisão não foi bem recebida internamente pela comissão técnica e pelos dirigentes do clube.
Convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Danilo teria uma reunião com a diretoria nesta terça-feira para alinhar os próximos passos até a apresentação ao grupo comandado por Carlo Ancelotti. O jogador também demonstrou preocupação com o desgaste físico e um problema no tornozelo.
Outro ponto importante na situação é o mercado da bola. Danilo soma 12 partidas no Brasileirão e, caso dispute mais um jogo, não poderá defender outro clube da Série A nesta temporada. Palmeiras e Flamengo monitoram a situação do volante para a janela de transferências do meio do ano.
A prioridade do jogador, no entanto, segue sendo um retorno ao futebol europeu, especialmente para atuar em um clube competitivo e que dispute títulos. Pessoas próximas ao atleta acreditam que uma boa Copa do Mundo pode abrir portas no mercado internacional. Ainda assim, uma transferência dentro do Brasil também é considerada.
Entre os clubes brasileiros interessados, o Palmeiras aparece como principal destino possível, impulsionado pelo desejo da presidente Leila Pereira em repatriar o volante revelado pelo clube paulista. O Flamengo também acompanha o caso, embora em segundo plano. Pessoas ligadas ao jogador avaliam que o estilo de jogo rubro-negro poderia favorecer o desempenho do meio-campista.