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Jardim explica demora nas substituições e estratégia para manter Freitas ao lado de Pedro

Treinador rubro-negro justifica cautela nas mudanças pela força física do Estudiantes e explica estratégia para manter a estrutura tática da equipe na Argentina.

O técnico Leonardo Jardim explicou as escolhas nas substituições do Flamengo durante o empate sem gols com o Estudiantes, na Argentina, pelo jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores. O treinador justificou a demora para promover mudanças na equipe pela necessidade de preservar a estatura do time e a força defensiva nas bolas paradas, diante da intensidade física do adversário.

Jardim também detalhou a decisão de colocar Freitas em campo após a saída de Paquetá, além de manter Pedro e Bruno Henrique (BH) na estrutura ofensiva. Segundo o português, as alterações precisavam ser feitas com cautela para não comprometer o planejamento da equipe em um confronto fora de casa.

— Grande parte do jogo tinha uma presença física muito grande, nos duelos e nas bolas paradas, vocês sabem disso. No nosso elenco, nem todos são tão efetivos nas bolas paradas, e com certeza as substituições tinham que ser muito cirúrgicas. Isto é, não podíamos perder a altura porque, um exemplo, se mantenho esses dois ou três jogadores no banco, tirasse jogadores referências nas bolas paradas, cada cruzamento e escanteio já era um problema; se tivéssemos mais jogadores pequenos, ainda era pior. E vocês sabem disso. Por isso, optamos por manter a equipe organizada com essas valências importantes quando jogamos na Argentina. Mantivemos a estrutura sólida — explicou Jardim.

O treinador também comentou a mudança na organização tática após a saída de Paquetá. Com a entrada de Freitas, o Flamengo precisou recuar sua estrutura, enquanto a manutenção de Pedro e Bruno Henrique buscava melhorar a presença ofensiva pelo centro do campo e dar mais agressividade ao time no setor.

Apesar da intenção de fortalecer o jogo interior, Jardim reconheceu as dificuldades encontradas pelo centroavante rubro-negro para participar da construção das jogadas. A comissão técnica, então, optou por preservar a organização planejada, sem promover mudanças mais profundas diante da força do Estudiantes atuando em casa.

— Quando tiramos o Paquetá, colocando o Freitas, tivemos que baixar a estrutura. A parte do Pedro e do BH, mantivemos a estrutura para ter um jogo interior melhor e mais agressivo. O Pedro também teve dificuldade de fazer ligação por dentro. Por isso, equilibramos para não desmanchar o que estava planejado. Não quisemos arriscar mudar porque aqui o adversário é muito forte — completou o treinador.

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