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Pezzolano assume o Inter com missão de estancar sangria defensiva e recuperar medalhões

Paulo Pezzolano assume o Inter neste sábado com a urgência de quem precisa reconstruir um time esfacelado emocional e taticamente em tempo recorde. A apresentação no CT Parque Gigante marca o início de uma corrida contra o relógio de apenas três semanas para transformar a peneira defensiva de 2025 em uma equipe competitiva para a largada do Brasileirão. O treinador uruguaio herda um passivo assustador de 79 gols sofridos na última temporada e a obrigação de estancar essa hemorragia sem contar com Vitão, negociado com o Flamengo.

A instabilidade não se resume à linha de zaga e contamina até a meta colorada. O novo comandante precisará resolver o rodízio forçado e prejudicial entre as traves, onde as sucessivas lesões de Rochet e Ivan expuseram a insegurança técnica do jovem Anthoni. A definição de um titular absoluto e saudável é o primeiro passo para devolver a confiança a um setor que precisa de reforços urgentes, já que a aposta em Victor Gabriel e sondagens por nomes como Dória ainda parecem pouco para a dimensão dos problemas.

No ataque e nas laterais, o desafio é mental e técnico. Pezzolano terá que validar em campo a bancada da diretoria em Bernabei e Borré. Enquanto Abel Braga defende publicamente a permanência da dupla, os números mostram um lateral com graves deficiências de marcação e um centroavante que entregou míseros oito gols em 48 jogos. Recuperar o futebol desses ativos desvalorizados será tão crucial quanto contratar, sob o risco de o Internacional repetir o roteiro de fracassos e sustos do ano anterior.

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