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Pressão no Morumbis: São Paulo busca reação em meio à desconfiança

O São Paulo enfrenta o Cruzeiro pressionado por maus resultados, fragilidade defensiva e dificuldades ofensivas. Mais do que uma vitória, o jogo representa um teste decisivo para o treinador, cujo trabalho segue cercado de críticas e incertezas.
Imagem do Autor
Rubens Chiri / São Paulo FC

O São Paulo recebe o Cruzeiro pela décima rodada do Brasileirão neste sábado, no Morumbis, num jogo carregado de desafios para o técnico Roger Machado. O primeiro é quebrar a sequência de três jogos sem vencer, após duas derrotas e um empate. Também precisa vencer pela primeira dentro da casa tricolor, já que a única vitória do time como mandante sob seu comando foi no Pacaembu, contra Chapecoense, em sua estreia. Também busca conseguir algo que só entregou neste primeiro jogo à frente do São Paulo, que é não sofrer gols.

O time foi vazado nas últimas quatro partidas e demonstra fragilidade defensiva. Se ainda quer sonhar com algum sucesso no clube, Roger necessita trazer consistência à defesa. Times que sofrem muitos gols e com frequência não brigam na parte de cima da tabela e muito menos tem chances em jogos de mata-mata, a não ser que a equipe seja uma máquina de marcar gols. O São Paulo definitivamente não é. Somente 5 gols em 5 jogos com o novo treinador e uma dificuldade enorme de criar oportunidades para os atacantes. Um outro grande desafio para Roger é que a equipe não empilhe cruzamentos por não conseguir ser ser efetiva pelo chão. Foram contabilizadas 152 tentativas de cruzar bola na área nas últimas cinco partidas. Para não ter que responder sobre isso novamente na coletiva pós jogo, precisará provar que consegue organizar o meio/ataque.

Se conseguir tudo isso, Roger dá um pequeno passo para vencer seu principal desafio: a desconfiança da torcida são paulina. Ele não é culpado de toda a crise institucional que o clube atravessa e das escolhas duvidosas da diretoria, mas foi colocado nesta posição e agora vai tendo que lidar com esta pressão jogo a jogo. O grande exemplo é que um empate no Beira Rio contra o Internacional, como na última rodada, poderia ser celebrado, mas diante das circunstâncias e dos questionamentos sobre o trabalho dele, só renderam críticas. Já deixei claro outras vezes e reforço que não consigo ver nenhuma chance deste trabalho dar certo. Pela forma autoral como Roger quer definir o time, independentemente do elenco e das opções que tem em mãos, da inflexibilidade em tentar aproveitar o que vinha dando pelo menos um mínimo de resultado e principalmente pela falta de sucesso em todas as equipes que já esteve no comando. 

Dentro do campo, para frear o bom começo de Arthur Jorge como técnico do Cruzeiro, Roger contará com quase todo o time à disposição, exceção ao Lucas e Ryan, que se recuperam de lesões. Bobadilla, Enzo e Alan Franco voltam e veremos como o time será escalado. Uma grande possibilidade é enfim ter consolidado o 4-2-3-1 com Ferreirinha e Arthur nas pontas e matando de vez o meio de campo que trouxe alguma esperança ao torcedor tricolor em alguns jogos da sequência positiva que Crespo obteve com o time. 

Jogando no Morumbis, a pressão por um tropeço pode ser intensificada ou ganhar um pouco de paz com uma vitória consistente para ter um fôlego diferente para esta maratona de jogos pré Copa do Mundo. Fôlego esse que irá embora no próximo revés. Com todos estes ingredientes e estas dúvidas, o ano do São Paulo vai se arrastando e as perspectivas vão diminuindo. 

Vamo São Paulo!!!

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