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Teremos unanimidade? Veja votos dos setoristas da NBA para os prêmios individuais de 2025-26!

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PORTAL DA LIGA (pessoal) (23)

A temporada regular da NBA terminou, o play-in começa hoje e a pós temporada começa no sábado. Isso significa que chegamos na melhor parte da temporada, mas também no momento onde a torcida individual também se destaca, com a entrega de todos os prêmios individuais, incluindo o tão discutido troféu de MVP.

Por isso, nossos cinco analistas de NBA no Portal da Liga se reuniram para montar um mega texto, opinando e elegendo os seus premiados para seis categorias: MVP, Novato do Ano, Treinador do Ano, Defensor do Ano, Sexto Homem do Ano e Jogador de Maior Evolução. Teremos surpresa?

Fernando Silveira

Torcedor do Portland Trail Blazers, nosso primeiro setorista a opinar neste texto é Fernando Silveira. Será que ele puxou sardinha para os jogadores da equipe que tenta vaga no play-in hoje? É o que descobriremos agora!

MVP – Shai Gilgeous-Alexander (Oklahoma City Thunder)
Shai não fez campanha, fez temporada histórica. São 31.1 pontos por jogo com absurdos 55% de aproveitamento geral e 66.6% de true shooting, uma eficiência de elite com volume de superestrela. E aí entra o ponto que separa MVP de estatística vazia: ele faz o time funcionar. Não é só número, é domínio.

Historicamente, temporadas com esse nível de eficiência e produção entram em território de nomes como Wilt e ele bateu de frente com esse tipo de marca. Se MVP ainda significa “o cara que mais impacta vitórias”, fica difícil argumentar contra.

Rookie of the Year – Cooper Flagg (Dallas Mavericks)
21 pontos, 6.7 rebotes e 4.5 assistências por jogo com menos de 20 anos não é normal. Não é promissor, é já realidade. Flagg entra na liga com responsabilidade de criação (uso de 27.2%) e entrega um pacote completo: pontua, reboteia, passa e ainda contribui defensivamente (1.2 roubos e 0.9 tocos).

Mas o mais interessante não é nem o número cru, é o tipo de jogador que ele já é. Não é um pontuador vazio ele lê o jogo. Claro, a eficiência ainda oscila (49.8% eFG), o time não ajuda (+/- negativo), mas isso é quase esperado. O que não é esperado é a maturidade. Se isso é o “ano 1”, o teto assusta.

Coach of the Year – Mitch Johnson (San Antonio Spurs)
Aqui entra uma discussão mais clássica: prêmio de narrativa ou de desempenho puro? Porque se for só resultado, outros nomes entram forte. Mas o caso do Mitch Johnson carrega algo que a NBA sempre valorizou , e nesse caso é o contexto. Assumir um time com o peso da ausência do Popovich e manter identidade, competitividade e legado não é trivial.

E tem um ponto importante: continuidade com adaptação. Ele não virou refém do sistema antigo, mas também não rompeu com tudo. Isso é mais difícil do que parece. Em uma liga onde muitos técnicos são engolidos pela expectativa, ele manteve o padrão competitivo.

Defensive Player of the Year – Victor Wembanyama (San Antonio Spurs)
Aqui não tem muito debate honesto. 3.1 tocos por jogo, 11.5 rebotes e um defensive rating de 100.1. Isso já seria absurdo. Agora coloca isso com mobilidade de perímetro e impacto em toda a quadra. Ele não protege só o aro, ele altera decisões ofensivas antes mesmo do ataque acontecer.

E o mais impressionante: não é só estatística inflada. São 42 duplo-duplos, presença constante e um +10.7 de impacto. Ele muda o jeito que os times jogam contra ele. E isso, historicamente, sempre foi o critério real de um DPOY. Honestamente, faz tempo que não aparece um defensor com esse nível de domínio estrutural no jogo.

Sixth Man of the Year – Jaime Jaquez Jr. (Miami Heat)
15.4 pontos, 5 rebotes e 4.7 assistências vindo do banco não é comum e ainda mais com eficiência sólida (51% FG). Jaime não entra para “pontuar um pouco”, ele entra para mudar o jogo. Ele cria, movimenta, defende e mantém intensidade o tempo todo.E tem um ponto que estatística nenhuma captura bem: motor. Ele não para. Em um contexto de segunda unidade, isso pesa muito.

Most Improved Player – Deni Avdija (Portland Trail Blazers)
Aqui talvez esteja a evolução mais brutal. De um jogador útil para um verdadeiro franchise player. Sai de uma média mais discreta para 20.0 pontos, 7.0 rebotes e 5.1 assistências por jogo, um verdadeiro salto claro em responsabilidade e produção. E não é só volume: manteve eficiência (46.7% FG) mesmo com mais bola na mão.

Ele lidera o Portland até o Play-In, assume protagonismo e muda o patamar da equipe. Isso é exatamente o que o prêmio deveria valorizar. Não é “melhorou um pouco”, é “virou outro jogador”.

Gabriel Morais

Nosso setorista torcedor do Boston Celtics está animado para os playoffs! O paulista também deixa seus eleitos para as premiações dessa temporada.

MVP – Shai Gilgeous-Alexander (Oklahoma City Thunder)
Em uma das melhores corridas para MVP da história, o prêmio deve ficar para o atual vencedor do prêmio. 31.1 pontos por jogo, 4.3 rebotes e 6.6 assistências por jogo são as médias do SGA, além disso ele tem o segundo melhor +/- da liga com 11.6 por jogo, um número desse para um jogador com mais de 30 minutos por jogo é impressionante. Shai ainda quebrou recorde de mais jogos consecutivos de Wilt com 20+ pontos.

A competição é muito alta, Luka tem médias melhores que a do canadense, mas seu +/- é praticamente neutro, e até este momento ele segue inelegível para a premiação. Jokic tem números melhores do que em sua temporada de MVP, mas a temporada de Denver foi de altos e baixos e Wembanyama está tentando demais, o que mostra que ainda não está na sua hora de ganhar o prêmio. SGA hoje é o mais completo dos quatro, individualmente e coletivamente, mas não seria nenhum absurdo algum deles levar o prêmio para a casa.

Rookie of the Year – Kon Knueppel (Charlotte Hornets)
Essa é provavelmente a melhor corrida para o prêmio de calouro do ano da história da liga. Tanto Kon Knueppel quanto Cooper Flagg fizeram campanhas para ficarem com o prêmio, cada um com sua qualidade. Flagg teve volume, jogo de 51 pontos, outras duas partidas de 40+ pontos e média de 21.2 de pontuação, enquanto Knueppel teve melhor aproveitamento em todos as estatísticas, 63.5% de true shooting, 42.7% de acerto na bola de três, para um jogador que arremessa 8 bolas por jogo é surreal.

Eu fico com Knueppel para o prêmio justamente por conseguir fazer tanto quanto Flagg em menos posses, Kon não só quebrou o recorde de mais bolas de três em uma temporada para um calouro como foi o jogador com mais bolas de fora na temporada. Enquanto Copper Flagg é a estrela de um time que não compete, seu ex-companheiro de Duke brilha em um time competitivo, onde ele não pode arremessar todas as bolas que passam por ele e mesmo assim teve a temporada que teve.

Coach of the Year – Joe Mazzulla (Boston Celtics)
Para ser justo, Mazzulla falou em entrevista que ele não estava nem aí para essa premiação e que não queria ganhar o prêmio, então não sei o quanto de fato isso atrapalhou ele. Mas o treinador de Boston é um verdadeiro psicopata, que faz role players virarem estrelas e estrelas virarem super estrelas.

Boston entrou na temporada desfazendo de suas estrelas, apostando nos role players e sem Jayson Tatum, ou seja, um ano sabático para os Celtics, certo ? Errado. Boston terminou com a segunda seed do Leste, Jaylen Brown teve uma temporada de MVP, todas as apostas de Mazzulla funcionaram e ainda por cima JT voltou, é impressionante o que Mazzulla fez neste ano.

O melhor exemplo para sintetizar tudo o que eu falei é o último jogo da temporada regular contra o Magic. Boston com um time de G-League contra Orlando brigando por playoffs, era de se esperar um passeio, mas não, Baylor Scheirman com 30 pontos, Ron Harper Jr. com 27 pontos e Luka Garza com um Game-Winner em uma bola de fora, Joe Mazzulla mostrou mais uma vez que faz mais com menos.

Defensive Player of the Year – Victor Wembanyama (San Antonio Spurs)
Provavelmente o único prêmio fácil de cravar na temporada, Wemby seria o defensor do ano na última temporada se não fosse pela regra do mínimo de 65 jogos, e desse ano não escapa.

O francês tem 3.1 tocos por jogo, a melhor média da liga, vários jogos de 5+ bloqueios, mais de 11 rebotes por partida e uma velocidade impressionante que faça com que não exista mismatches para ele, ele marca fora, marca dentro, chegou a um ponto que eu não sei o que ele não consegue fazer. Wemby não só é o DPOY deste ano, como deve ser o melhor defensor todos os anos em que cumprir o critério de elegibilidade.

Sixth Man of the Year – Keldon Johnson (San Antonio Spurs)
Na corrida mais desinteressante da temporada o prêmio deve ficar com o ala dos Spurs. Keldon Johnson não é o reserva com mais pontos vindos do banco, mas com certeza é o mais impactante. Escolha de fim de primeira rodada do Draft de 2019, a jogador em algum momento foi titular do time. Mas vindo do banco é onde ele faz a diferença, desde que assumiu essa função os Spurs engataram uma sequência incrível de vitórias e chegam muito quentes para os playoffs.

Most Improved Player – Nickeil Alexander-Walker (Atlanta Hawks)
Antes de falar do porque Alexander-Walker merecia ganhar, acho importante citar que diversos outros jogadores fizeram por merecer estar entre os concorrentes também, Deni Avidja é a cara de Portland, Neemias Queta passou 8 de um jogador two-way para o pivô titular de Boston e obviamente Gui Santos que começou a temporada com média de 2 pontos por jogo e vai terminar com 10 pontos, vindo de uma sequência de jogos de 20 pontos.

Agora falando do vencedor para mim, NAW chegou na free agency como uma adição importante para a Atlanta, mas mais como um jogador de rotação do que uma estrela e foi isso que ele se tornou. 20.8 de média, vários jogos de 30+ pontos, algumas atuações com pelo menos 40 pontos e um game-winner colocam ele como favorito para o prêmio.

João Santhiago

O carioca é torcedor do Golden State Warriors e não está nada satisfeito com essa temporada da equipe, mas também vota nos seus vencedores!

MVP – Shai Gilgeous-Alexander (Oklahoma City Thunder)
Sendo bem sincero, não tem muito debate aqui. Pode até parecer exagero falar isso numa temporada onde ele já quebrou recorde de jogos seguidos com 20 pontos, mas o mais bizarro no Shai é justamente o que ninguém fala tanto… a consistência. O cara simplesmente não joga mal.

Primeiro ponto, o nível. Ele tá absurdo. Produz, decide, destrói qualquer defesa e ninguém consegue parar no mano a mano. O Thunder vira outro time quando ele tá em quadra, simples assim. E ainda levou o time pra melhor campanha da liga.

Segundo ponto, e pra mim o principal… regularidade. Enquanto outros candidatos oscilaram durante a temporada, o Shai manteve o nível lá em cima o tempo inteiro. Tirando quando ficou fora por lesão, é aquele cara que você sabe exatamente o que vai entregar. Pra mim, MVP sem discussão.

Rookie of the Year – Cooper Flagg (Dallas Mavericks)
A disuputa é árdua contra o Kon Knueppel, mas pra mim o Copper é bem mais promissor.

Ele chegou com hype absurdo e conseguiu corresponder. Impacta dos dois lados da quadra, joga com personalidade e já parece jogador pronto em vários momentos.

Não é só talento, é presença em quadra mesmo. Tem tudo pra ser o futuro rosto da liga.

Coach of the Year – Joe Mazzulla (Boston Celtics)
No início da temporada eu deixei o Celtics como time que iria decepcionar…

Mas boa parte do que a equipe fez sem o seu principal jogador passa pelo Mazzulla.

Ele conseguiu transformar o time num sistema onde todo mundo participa. Não depende só de estrela, todo mundo contribui. E isso faz o time ser muito mais perigoso.

Defensive Player of the Year – Victor Wembanyama (San Antonio Spurs)
Já que ele bateu os jogos mínimos, esse título é dele! Ele já é o melhor defensor da liga.

Wembanyama muda completamente a forma como os adversários atacam. Tem jogador que simplesmente desiste da jogada quando vê ele no garrafão. Proteção de aro absurda, impacto gigante e isso tudo com apenas 22 anos!

E o mais assustador é que isso aqui é só o começo de quem pode se tornar um dos maiores do esporte.

Sixth Man of the Year – Keldon Johnson (San Antonio Spurs)
Talvez não tenha os números mais chamativos, mas o impacto dele é muito maior do que parece.

Keldon é aquele jogador que muda o ritmo do jogo vindo do banco. Rebote, defesa, intensidade… faz tudo. E ainda espaça a quadra bem.

Não é o que mais falam, mas é o que mais entrega dentro da quadra.

Most Improved Player – Nickeil Alexander-Walker (Atlanta Hawks)
Quem esperava que ele fosse jogar isso tudo? A evolução foi explosiva e clara.

Muito também passa pela saída do Trae Young, que abriu mais espaço, mas o salto dele é muito visível.

Hoje ele consegue comandar o ataque, pontuar, criar jogadas e ainda manter um bom nível defensivo. Foi crescendo mês a mês.

Se continuar assim, não é loucura nenhuma pensar nele como All-Star…

Roberto Filho

Nosso setorista, que divide a torcida entre Utah Jazz e Detroit Pistons, teve resultados muito diferentes nessa temporada. Fique tranquilo, nenhum jogador do Jazz será escolhido por ele (embora o Brice Sensabaugh mereça).

MVP – Nikola Jokic (Denver Nuggets)
A briga para o prêmio de MVP deste ano foi a melhor em muitos anos, porque os candidatos se superaram em fazer história. Meu voto é em Nikola Jokic por mais uma temporada com médias de triplo-duplo, consolidando ele como um dos melhores jogadores de ataque da história, soberano em todas as fases ofensivas.

Apesar de ser meu voto, acredito que Jokic não vence o prêmio por estar sofrendo da “voters fatigue”, que é quando a mídia está tão acostumada aos feitos de um jogador que acaba tratando como costume e deixando de lado. Muitos dizem que é esse o motivo de Michael Jordan e LeBron James não conquistarem mais prêmios de MVP. Mas, por mim, o voto é nele.

Rookie of the Year – Cooper Flagg (Dallas Mavericks)
A briga entre ele e Kon Knueppel deixou a disputa por esse prêmio muito interessante. Mas mesmo com a ótima temporada do jogador dos Hornets, para mim é muito difícil tirar esse prêmio de Flagg. O jogador teve impacto imediato, se tornando um dos poucos a marcar 20 pontos por jogo em temporada de novato, se juntando a nomes como Shaquille O’Neal, Allen Iverson, Michael Jordan e LeBron James.

Além do mais, o jovem já chegou precisando ser protagonista da equipe e, após um período de adaptação ao time, mostrou a face de jogador dominante que a liga espera desde o momento em que ele foi selecionado. Acredito que Kon Knueppel teve um pouco mais de facilidade para se destacar por não precisar ser o carregador de piano em Charlotte, embora sua presença ajude a explicar a transformação do Hornets. Mas, por não ter tido a responsabilidade desde o primeiro momento, meu voto é para Cooper Flagg.

Coach of the Year – J.B. Bickerstaff (Detroit Pistons)
Quando a temporada começou, muitos consideravam Knicks e Cavaliers favoritos ao topo do Leste, por estarem com equipes consolidadas. O Detroit Pistons tinha expectativa de posição melhor, mas em nenhum momento era colocado como time de topo da conferência.

Mas o trabalho de Bickerstaff, na minha opinião, potencializou Jalen Duren, fez Cade Cunningham ser cotado na briga por MVP e, em duas temporadas, fez um time passar de 14 para 60 vitórias. Acho que o prêmio já poderia ser entregue para ele no ano passado, mas acho que valeu a pena esperar. A evolução do time é notória e o treinador merece ser considerado nesta briga.

Defensive Player of the Year – Victor Wembanyama (San Antonio Spurs)
Fico imaginando em como seria essa votação se Wemby não tivesse elegível aos prêmios. É impossível pensar em outro nome, ainda mais sabendo que o francês é a peça chave do sistema de San Antonio.

A presença do jogador é tão ameaçadora que faz jogadores darem meia volta ao invés de atacar o aro. Um impacto tão grande e que não é considerado em nenhuma estatística. Mas quem tenta enfrentar ele, com certeza vira estatística. Três blocos por jogo de média, além de 11 rebotes, deixam o jogador como dono do prêmio, que deve ser o primeiro de muitos.

Sixth Man of the Year – Jaime Jaquez Jr. (Miami Heat)
Neste ano, a disputa pelo prêmio de sexto homem do ano ficou enfraquecida pela quantidade de lesões que alguns times tiveram, forçando que notórios candidatos como Payton Pritchard jogassem muitos jogos de titular.

Para mim, Jaquez leva a vantagem porque durante a temporada, teve mais responsabilidade de mudar a temperatura dos jogos. Keldon Johnson, o outro candidato, também foi bem no aspecto, mas o backcourt do Spurs tendo Stephon Castle, Devin Vassell e De’Aaron Fox tira um pouco do impacto do jogador, na minha opinião.

Most Improved Player – Nickeil Alexander-Walker (Atlanta Hawks)

Considerando as previsões de início de temporada, este é o prêmio mais surpreendente para mim. Nickeil Alexander-Walker abraçou o protagonismo do Atlanta Hawks depois da saída de Trae Young e se tornou rosto da equipe que conseguiu conquistar vaga nos playoffs mesmo com uma temporada cheia de polêmicas.

O jogador chegou com expectativas de fortalecer a rotação mas roubou a cena de Jalen Johnson, que seria o sucessor esperado dos Hawks após a troca de Trae Young e mostrou potencial para se tornar jogador símbolo da franquia nos próximos anos.

Vítor Turolla

Setorista mais novo da casa, nosso torcedor do Los Angeles Lakers e superfã de LeBron James também escolheu seus premiados.

MVP – Nikola Jokic (Denver Nuggets)
Nikola Jokic fecha a sexta temporada seguida na disputa pelo MVP. E, desta vez, com mais um feito histórico: virou o único jogador a liderar a temporada regular em rebotes e assistências ao mesmo tempo. Isso não é só número, é consistência no mais alto nível ano após ano.

Mesmo com um elenco mais fraco do que em outras temporadas em Denver, Jokic assumiu o controle. Entregou 27,7 pontos, 10,7 assistências e 12,9 rebotes e colocou o time na terceira posição do Oeste, que não perdoa ninguém. Junto de Jamal Murray, concentram mais de 60% das assistências da equipe.

Jokic dita o ritmo do jogo. Ele não força protagonismo, escolhe o melhor caminho em cada posse. Quando precisa pontuar, pontua. Quando precisa envolver o time, faz todo mundo jogar melhor.

Rookie of the Year – Kon Knueppel (Charlotte Hornets)
A disputa de Calouro do Ano desta temporada vai entrar como uma das mais memoráveis dos últimos anos. Assim como LeBron James e Carmelo Anthony fizeram em 2004, Knueppel e Flagg trocaram grandes atuações ao longo de toda a temporada. Os dois têm argumento forte para levar o prêmio.

A diferença, mesmo que pequena, aparece na constância. Flagg teve um início mais irregular na NBA, com alguns jogos travados que pesaram no começo da campanha. Já Knueppel entrou pronto. Desde os primeiros jogos, passou a sensação de alguém acostumado ao mais alto nível.

Em Charlotte, o núcleo jovem abriu espaço para ele assumir protagonismo. A equipe respondeu, com um salto de 25 vitórias em relação à temporada passada. Do outro lado, Flagg jogou em um time mais fraco, com liberdade, mas sem conseguir abrir vantagem clara na pontuação em relação a Knueppel. Por isso, no detalhe, o prêmio fica com Kon Knueppel.

Coach of the Year – Joe Mazzulla (Boston Celtics)
A grande surpresa nos prêmios individuais aparece na disputa de Técnico do Ano. No início da temporada, quase ninguém projetava algo relevante para o Boston Celtics. Com a lesão grave de Jayson Tatum, e a saída de Porzings e Holiday, o cenário mais provável colocava o time brigando por play-in.

Mesmo assim, Joe Mazzulla levou um elenco reformulado e mais fraco até a segunda colocação do Leste, algo completamente fora do esperado. Ainda mais quando se olha para o a parte ofensiva, Payton Pritchard virou a segunda opçaõ ofensiva desse time.

É um resultado que não passa só por talento individual, passa por estrutura, sistema e leitura de jogo. O time continuou competitivo mesmo com menos qualidade técnica, o que diz muito sobre o trabalho do treinador. Uma temporada assim não acontece por acaso. É exatamente esse tipo de campanha que coloca Mazzulla na frente na briga pelo prêmio.

Defensive Player of the Year – Victor Wembanyama (San Antonio Spurs)
Wemby é um sistema defensivo completo nos Spurs. Com 2,24 m de altura e uma agilidade absurda para o próprio tamanho, ele consegue marcar do armador mais ágil ao pivô mais alto. Só a presença dele no garrafão já muda o ataque adversário, que precisa buscar alternativas para tirá-lo da área pintada e conseguir pontuar.

Os números deixam isso claro, Wemby liderou a temporada em tocos e puxou o jovem elenco dos Spurs até a oitava melhor defesa da liga.

Sixth Man of the Year – Jaime Jaquez Jr. (Miami Heat)
No esquecido elenco do Miami Heat, Jaime Jaquez Jr. apareceu com médias próximas de 15 pontos, 5 rebotes e 5 assistências e retomou o protagonismo que parecia ter ficado para trás na temporada passada. Salto de quase 7 pontos por jogo.

Os números não são chamativos à primeira vista, mas JJJ entrega exatamente o que se espera de um sexto homem. É um jogador complementar, versátil, que segura o time quando os titulares saem. Consegue atuar em três posições, o que pesa muito em um elenco mais enxuto como o do Heat, principalmente em noites com desfalques.

Ele não é espetacular, e nem precisa ser. Entra para corrigir problemas, tapar espaços e manter o nível do time. Versátil, inteligente e constante, tudo que um sexto homem precisa ter para brigar pelo prêmio.

Most Improved Player – Jalen Duren (Detroit Pistons)
Jalen Duren foi um dos principais responsáveis pelo salto de Detroit na temporada. Ao lado de Cade Cunningham, levou a equipe da parte de baixo da tabela até a liderança da conferência.

Duren aumentou em 7,7 pontos sua média, mesmo com apenas dois minutos a mais em quadra por jogo. Não houve mudança de função, nem de ambiente, o crescimento veio dentro do mesmo contexto, mas com impacto muito maior.

Ele manteve o papel que já tinha, só que em outro nível. Mais dominante, mais eficiente e muito mais decisivo.

Com uma temporada desse tamanho, esse elenco jovem dos Pistons precisa de reconhecimento. Se Cade Cunningham não entra na disputa por prêmio, Duren surge como a escolha mais justa para simbolizar esse salto histórico.

Será que alguém vai cravar todos os prêmios? As opiniões estão na mesa e nossos setoristas não tiveram medo de errar. Agora é esperar as premiações enquanto aproveitamos os playoffs da NBA, que prometem mais uma vez neste ano!

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