Vamos voltar 3 anos e meio no tempo. Marrocos já havia feito história quando se classificou nos pênaltis contra a poderosa Espanha de Luis Enrique. Seu próximo adversário seria Portugal, de Cristiano Ronaldo, que na época pensávamos estar tendo sua última dança. E o pensamento? É claro que não vai dar.
Contudo, pela segunda vez, a seleção africana surpreendeu o mundo e mandou de volta para casa um dos maiores jogadores de todos os tempos, em lágrimas. O resultado de 2022 foi a melhor campanha da história de um país da África, que parou apenas na semifinal justamente contra a França.
O segundo capítulo
Em 2026, com um ciclo muito bem feito e outra expectativa nas costas dessa equipe, veremos a reedição do duelo da última Copa do Mundo, dessa vez nas quartas de final, e com outros olhos.
E não na perspectiva da França, que talvez seja ainda mais temida e assustadora do que foi nos últimos dois torneios, em que inclusive esteve na final. Mas, sim, pela equipe estruturada de Marrocos que não tem medo de jogar e está mais do que acostumada a derrubar gigantes. Vale lembrar que ainda neste torneio, a seleção enfrentou Brasil e Holanda e empatou ambos os jogos.
Pontos de atenção
Feitos os merecidos elogios a Marrocos, é preciso destacar que o placar do jogo deste sábado contra o Canadá não representou fidedignamente o que aconteceu na partida. Isso porque, apesar do 3 a 0, os canadenses foram dominantes durante todo o primeiro tempo e mereciam sorte melhor na primeira etapa.
O segundo tempo marcado pela eficiência e pela troca de posição do volante Ounahi, autor de dois gols, fizeram Marrocos se acertar e buscar classificação, que mesmo que merecida deve haver mudança para enfrentar a favorita ao título da Copa do Mundo
Preocupação no ataque
Para o duelo da próxima quinta-feira, às 17h, uma preocupação é evidente. Saibari, artilheiro da equipe, saiu machucado e é dúvida para o confronto. Um possível desfalque de peso para uma seleção que apesar de organizado não vê substitutos a altura vindos do banco de reservas.
Na próxima quinta, Marrocos terá sua segunda chance, porém contra uma seleção ainda mais perigosa do que a que enfrentou alguns anos atrás. Igualar a campanha de 2022 é o objetivo principal do momento, porém com o maior obstáculo de todos aqui.
Todos sabemos da dificuldade do confronto e quem é o favorito. Mas, afinal, quem é capaz de duvidar de um “Davi” que já mostrou ser capaz de derrotas diversos “Golias”?