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São Paulo cai na semifinal e divide discurso entre evolução e indignação

O São Paulo deu adeus ao estadual com um discurso dividido entre frustração e valorização da campanha. Hernán Crespo lamentou a eliminação, mas destacou a evolução da equipe ao longo do torneio, ressaltando a união do elenco e a recuperação de jogadores importantes. Lucas Moura falou em superação diante de um início de temporada turbulento e pediu mais trabalho para a sequência do ano. Já o diretor Rui Costa criticou a arbitragem e a atuação do VAR em lance polêmico.
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Foto: Marcos Ribolli

A eliminação no clássico contra o Palmeiras repercutiu no ambiente do São Paulo. Após a derrota por 2 a 1 na semifinal do Campeonato Paulista de Futebol, o discurso no Tricolor foi dividido entre frustração pelo resultado e valorização da campanha de superação ao longo do estadual.

O técnico Hernán Crespo lamentou o desfecho negativo, mas destacou a evolução da equipe durante a competição. O treinador ressaltou que o time conseguiu se reorganizar após um início turbulento, no qual chegou a correr risco de rebaixamento, e terminou o torneio com um grupo mais unido e competitivo.

Crespo apontou que os detalhes decidiram o clássico. Segundo ele, o São Paulo controlou boa parte das ações, mas falhou em lances pontuais, como no rebote que originou o primeiro gol e na bola parada do segundo. Para o comandante, enfrentar um rival com “hierarquia” exige nível máximo de concentração, já que qualquer erro costuma ser decisivo. O argentino também explicou a escolha por Luan entre os titulares, citando a necessidade de força física para enfrentar o jogo direto do adversário. Danielzinho, que vinha em boa fase, não estava 100% fisicamente e acabou sendo acionado no decorrer da partida quando o time precisou arriscar mais.

Apesar da eliminação, Crespo reforçou que o saldo do Paulistão é positivo, especialmente pela recuperação de jogadores importantes como Calleri e Lucas, e projetou foco total na sequência do Campeonato Brasileiro.
Um dos líderes do elenco, Lucas Moura também adotou discurso de superação. O meia-atacante relembrou o momento conturbado vivido pelo clube no fim do ano passado e no início da temporada, com instabilidade política e oscilações dentro de campo. Lucas avaliou que o grupo deu resposta ao conseguir a classificação em meio à pressão e avançar até a semifinal. Ele citou como exemplos a vitória sobre o Red Bull Bragantino fora de casa e a recuperação após o risco de eliminação ainda na fase inicial. Para o camisa 7, o time competiu de igual para igual no clássico e agora precisa “batalhar mais” para transformar o bom momento no Brasileiro em conquistas maiores.

Antes mesmo de Crespo conceder entrevista, o diretor executivo Rui Costa se manifestou de forma contundente sobre a arbitragem. O dirigente questionou a não marcação de um possível pênalti em lance de bola no braço dentro da área e criticou a atuação do VAR. Rui afirmou que, em confrontos equilibrados e decisivos, a arbitragem tem peso determinante e não pode tratar lances capitais como situações comuns. Ele revelou ter elogiado anteriormente a árbitra pelo desempenho em outro jogo, mas demonstrou inconformismo com a condução do clássico.

Com a queda no estadual, o São Paulo agora volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa as primeiras posições da tabela e terá um período de cerca de 12 dias para recuperar jogadores e ajustar detalhes antes da próxima rodada. Internamente, o discurso é de aprendizado, união e continuidade do trabalho. Se por um lado a eliminação no Paulista deixa a sensação de oportunidade perdida, por outro reforça a percepção de que o time reencontrou competitividade, e pretende transformar essa evolução em resultados mais expressivos ao longo da temporada.

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