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Se não for sofrido, não é Corinthians.

Com drama até o fim, Corinthians vence nos pênaltis e avança no Paulista.
Imagem do Autor
Wanderson Oliveira / Meu Timão

O Corinthians realizou o seu primeiro confronto no ano que realmente pode ser chamado de teste para cardíaco. Corinthians e Portuguesa ficaram no empate no tempo normal e a decisão foi para os pênaltis, consagrando a classificação alvinegra. Mas eu pergunto, precisava ser assim?

Sabemos que a Portuguesa fez uma campanha surpreendente na primeira fase do Paulistão, tanto que conquistou o direito de jogar em casa. Mas é importante deixar claro que estamos falando de um time com orçamento milionário. Estamos falando do Sport Club Corinthians Paulista, campeão da Copa do Brasil, do Campeonato Paulista e da Supercopa do Brasil, um time que ainda possui em seu elenco o maior artilheiro da história da seleção holandesa.

E ainda assim passamos de forma sofrida.

Não quero tirar o mérito da Lusa, que fez muito bem o que se propôs e, em muitos momentos, jogou melhor que o Corinthians. Mas é justamente esse o questionamento. Por que um time com um elenco milionário, praticamente com seus titulares, não conseguiu oferecer o mínimo de perigo ao adversário?

Ganhar ou perder faz parte do futebol. O que não pode acontecer é não competir.

Dito isso, aconteceu aquilo que a maioria dos corinthianos, e até os aficionados por futebol, já imaginava. Gol do Corinthians no final do jogo para levar a decisão para os pênaltis.

Mesmo com o Corinthians apresentando o pior futebol dos últimos três jogos, eu sabia que empataríamos. E a partir dali todos estavam confiantes na classificação por causa do herói mais provável de todos, Hugo Souza.

O melhor jogador do Corinthians nos últimos tempos. Um dos mais decisivos. Um goleiro que ainda pode ser questionado por algumas situações durante os 90 minutos, mas que, quando chega esse momento, todos sabem que vai salvar o Corinthians.

Hugo Souza simplesmente se tornou o terceiro maior pegador de pênaltis da história do Corinthians de forma isolada. Simplesmente incrível.

Talvez a maior aflição tenha sido pelos cobradores, até porque Rodrigo Garro desperdiçou logo a primeira cobrança. Mas ainda assim tínhamos o goleiro. Com ele, sabíamos que estávamos muito bem representados e que a classificação era possível.

E foi exatamente isso que aconteceu novamente, Hugo salvando o Corinthians e um sofrimento sem necessidade.

Eu mesmo com todos os corinthianos, questionando, ficando estressados, reclamando… somos hipócritas o suficiente para admitir uma coisa:

no fundo, adoramos passar sofrendo.

Porque, se não for sofrido…
não é Corinthians.

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