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Na raça e com dois a menos, Corinthians de Diniz segura empate heroico no Dérbi

Timão resiste à pressão após expulsões e ganha fôlego moral na luta contra o Z4 do Brasileirão.
Imagem do Autor
Alexandre Schneider/Getty Images

O placar zerado na Neo Química Arena neste domingo (12) não reflete a partida do Dérbi válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em seu segundo jogo sob o comando de Fernando Diniz, o Corinthians entregou à Fiel, que quebrou o recorde de público do ano no estádio, uma atuação de pura sobrevivência. Jogando com dois homens a menos em boa parte do confronto, o Timão suportou o líder e arrancou um 0 a 0 que, dadas as circunstâncias, teve sabor de vitória.

A dinâmica da partida foi radicalmente alterada aos 34 minutos da primeira etapa. Após revisão do VAR, André recebeu cartão vermelho direto por um gesto obsceno direcionado a Andreas Pereira. A desvantagem numérica, que mais tarde se agravaria com uma segunda expulsão alvinegra, obrigou Diniz a engavetar temporariamente suas convicções de posse de bola para montar uma verdadeira trincheira na zona leste.

A partir desse momento, o que se viu foi um teste de limite para o sistema defensivo alvinegro. A linha de zaga, bombardeada por cruzamentos, viradas de jogo e infiltrações, precisou multiplicar-se em campo. O ápice da tensão na Neo Química Arena ocorreu já na segunda etapa, em um lance que parou a respiração da Fiel. Ao tentar interceptar um cruzamento rasteiro e venenoso que cortava a pequena área, Gabriel Paulista precisou arriscar um desvio desesperado. O corte, que evitou a finalização adversária no segundo pau, tomou a direção da própria meta e, como sempre, Hugo Souza fez milagre e defendeu.

Se o zero permaneceu no placar, a responsabilidade atende, acima de tudo, pelo nome de Hugo Souza. O goleiro ergueu um verdadeiro muro debaixo das traves e consolidou-se como o nome indiscutível do clássico. Exigido à exaustão e sem margem para erro, Hugo colecionou intervenções providenciais, alternando entre defesas no puro reflexo em chutes à queima-roupa dentro da área e voos plásticos para buscar finalizações de média distância. Mais do que os milagres sob as traves, a segurança transmitida pelo goleiro nas saídas pelo alto foi o pilar que sustentou uma defesa fisicamente extenuada. Inspirados pela atuação do camisa 1, os jogadores de linha passaram a comemorar cada chute travado e cada corte de cabeça como um gol.

Com o apito final, o Corinthians chega aos 11 pontos e ocupa a perigosa 16ª posição, estacionado na beira da zona de rebaixamento. No entanto, mais do que pontuar contra o líder, o empate forjado na superação física injeta um ânimo fundamental para a sequência do trabalho de Diniz. O time provou ao seu torcedor que, mesmo quando o planejamento tático vai por água abaixo, a entrega exigida pela camisa permanece intacta.

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