A seleção norte-americana entrará na Copa do Mundo como anfitriã pela segunda vez. A primeira foi em 1994, edição marcada pela única final da história decidida nos pênaltis, entre Brasil e Itália.
Os norte-americanos não eram tão aficionados pelo esporte, que sempre chamaram de “soccer”. No entanto, os Estados Unidos resolveram apresentar sua candidatura e ganharam de lavada: receberam 10 dos 19 votos possíveis, contra 7 de Marrocos e 2 do Brasil.
A partir daquela Copa do Mundo, entraram em vigor algumas regras que mudariam o futebol. A vitória passou a valer três pontos, em vez de dois, após decisão da International Board e da FIFA. O goleiro também passou a ser proibido de pegar com as mãos o recuo de bola. Além disso, foi autorizada a terceira substituição, desde que uma delas fosse a troca do goleiro, regra que entraria em vigor plenamente a partir de 1995.
Os Estados Unidos podem não ser uma potência mundial no esporte, porém o país sabe muito bem como promover eventos. Das 26 cidades candidatas a receber os jogos, 9 foram escolhidas. O país contou com uma infraestrutura pronta, precisando mexer em pouca coisa. Mesmo assim, o custo para as melhorias na época foi de 200 milhões de dólares, com todo o dinheiro vindo da iniciativa privada.
No dia 23 de março daquele período, o comitê organizador escolheu as nove cidades-sede: Boston, Chicago, Dallas, Detroit, Los Angeles, Nova York, Orlando, San Francisco e Washington. Naquela Copa, os estádios foram estreados com grandes capacidades: o Foxboro (Boston) para 61 mil torcedores; o Soldier Field (Chicago) com 69.946 lugares; o Cotton Bowl (Dallas) com 67.700 pessoas; e o Pontiac Silverdome (Detroit) com 80.435 lugares.
Em Los Angeles, o Rose Bowl ultrapassou os 100 mil lugares, com um total de 102.083 espectadores. O Giants Stadium (Nova York) teve capacidade de 76.891 pessoas, enquanto o Citrus Bowl (Orlando) recebeu 70.138. Em San Francisco, o Stanford Stadium comportou 86.019 pessoas e, por último, o RFK Memorial (Washington) teve capacidade para 56.500 pessoas.
Com esses números e estádios, viu-se que a decisão de o país ser sede foi acertada. Agora, os Estados Unidos retornam como anfitriões em uma edição histórica, sendo a primeira realizada em três países, juntamente com México e Canadá.
Minha opinião
Essa é a Copa do capitalismo selvagem, pois tudo encareceu de 1994 para cá e as cifras são exorbitantes para qualquer jogo. O que me preocupa é o cenário de conflitos globais e como os Estados Unidos farão para garantir a segurança máxima para todas as seleções. Fora isso, sei que o país costuma se dar bem na realização de competições. Torço por uma Copa sem incidentes, que tudo ocorra bem e que lembremos de uma competição muito bem jogada.