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Botafogo aciona Justiça para barrar rescisões unilaterais de jogadores

A decisão obriga atletas e fornecedores a manterem seus vínculos com o clube durante o processo. Nos bastidores, a medida ocorre em meio a dificuldades financeiras e a uma tentativa de aporte de R$ 125 milhões liderada por John Textor.
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Textor

O Botafogo iniciou, nesta terça-feira, um processo de recuperação judicial e já obteve uma decisão favorável em pedido cautelar apresentado à Justiça. Entre as solicitações feitas pela SAF, está a suspensão do direito de jogadores rescindirem unilateralmente seus contratos — medida que foi deferida em despacho nesta quarta-feira.

Na prática, a decisão impede que atletas e seus representantes acionem a Justiça para romper vínculos com o clube com base em débitos relacionados ao processo. O caso corre em segredo de justiça, mas o despacho determina que jogadores e fornecedores essenciais se abstenham de rescindir contratos ou deixar de cumprir suas obrigações, como participação em partidas e competições.

O juiz Marcelo Mondego Carvalho de Lima, responsável pela decisão, destacou a necessidade de manter os contratos vigentes, classificando a medida como essencial. Ele também pontuou que eventuais disputas contratuais devem ser encaminhadas ao juízo competente, caso necessário.

Nos bastidores, a SAF do Botafogo vive um momento de instabilidade financeira e política. Diante da necessidade de liquidez imediata, John Textor, gestor da SAF, convocou uma Assembleia Geral para aprovar um aporte de R$ 125 milhões por meio da emissão de novas ações ordinárias.

A primeira convocação ocorreu na última segunda-feira, mas não contou com a presença do Botafogo associativo. Uma segunda e última tentativa está marcada para o dia 27 de abril. Internamente, a avaliação é de que o pedido de recuperação judicial foi uma estratégia adotada por Textor para ampliar o controle sobre decisões financeiras em meio ao impasse societário que envolve o clube.

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