Jogo válido pelos dezesseis-avos de final, em Seattle. Ambas as equipes medem forças para passar às quartas de final para encarar a Espanha, que passou por Portugal.
Primeiro tempo
Um início de jogo avassalador da Bélgica, pressionando a seleção americana e não dando chances para a equipe da casa fazer algo. A Bélgica iniciou a partida de uma forma concentrada e sabendo bem o que fazer em campo.
Após um bombardeio e chances empilhadas, aos oito minutos a Bélgica chega ao seu gol. Após o “perde e pressiona”, Castagne aproveitou a sobra e cruzou para De Ketelaere inaugurar o marcador.
Depois do gol marcado, a seleção europeia cadencia muito o jogo, passando o tempo sem sofrer defensivamente e se aproveitando do nervosismo americano. Os Estados Unidos, então, melhoraram, principalmente pelo seu lado direito, e de tanto tentar, em uma falta perto da área, Malik Tillman empata o jogo.
No lance seguinte, Trossard cruza e novamente De Ketelaere faz seu segundo gol na partida, deixando os europeus na frente novamente e contando com um erro do zagueiro americano. O duelo começou a ser um pouco mais pegado, com uma chegada ou outra mais forte.
A Bélgica explora muito o seu lado esquerdo ofensivo, sempre tentando pegar seu camisa 10, Leandro Trossard, ficando livre e jogando em cima de Sergiño Dest, que apoia muito. Trossard criou as melhores chances para a equipe, participando ativamente do jogo e dando uma assistência para o segundo gol.
A etapa inicial foi um contraste total. Até então, a contestada seleção belga não demonstrava um belo futebol, enquanto a seleção anfitriã mostrava um belo futebol. Mas neste jogo, na etapa inicial, a Bélgica fez seu melhor primeiro tempo na Copa, enquanto os Estados Unidos fizeram o seu pior primeiro tempo, errando defensivamente tanto com bola alçada quanto rasteira, com a seleção belga mostrando inteligência e maturidade.
Segundo tempo
Os Estados Unidos voltam com uma mexida: sai Dest, entra Reyna, para dar mais criatividade no sistema ofensivo, após uma apagada atuação de Dest. Com isso, McKennie vai para a lateral direita.
Após as mudanças, o cenário se manteve até os doze minutos da segunda etapa, quando, em uma falha gritante do goleiro americano, Vanaken aceitou o presente e fez o terceiro gol. Depois do gol, a seleção americana não conseguiu jogar.
A Bélgica ganhou em todos os setores, sendo muito constante, e enfim mostrou uma seleção belga aliando a sua qualidade, por exemplo, deixando De Bruyne no banco de reservas. Rudi Garcia impôs um nó tático em Mauricio Pochettino.
Ainda teve tempo para Lukaku dar números finais ao massacre belga.
Eis aqui os melhores momentos da partida: https://www.youtube.com/watch?v=5c2KWpjOuWw
4 X 1 e jogando bem.
A pergunta que fica é: até onde a seleção belga vai chegar nessa Copa?