Santos vai à altitude com reservas, para enfrentar o Macará pela Sul-Americana
O futebol não tolera desperdício. Quando o Santos venceu o Macará por 2 a 1 na Vila Belmiro, o sentimento de alívio pelo resultado veio acompanhado de um amargo sabor de “ficou devendo”. Aqueles gols anulados de Gabriel Barbosa por impedimento, que na hora pareceram meros detalhes de uma vitória protocolar, agora cobram juros altos na altitude de 2.600 metros de Ambato.
O Peixe viajou para o Equador com uma vantagem magra, de apenas um gol, que obriga o time a jogar sob constante tensão. Bastava ter feito o dever de casa com autoridade para transformar o jogo de volta em uma viagem tranquila. A verdade é clara: a vantagem santista na Sul-Americana é curta demais por pura incompetência na hora de matar o confronto dentro de casa.
A prioridade correta no lugar certo
Diante desse cenário e espremido pelo calendário, Cuca tomou uma decisão drástica, mas necessária: preservou Neymar, Gabigol, Barreal e Igor Vinícius. Deixar as principais estrelas no CT Rei Pelé para focar na luta contra o rebaixamento no Brasileirão (onde o confronto direto contra o Mirassol bate à porta ) é uma necessidade.
O torcedor santista quer títulos, é claro. Contudo, entre o sonho de uma taça continental e a obrigação moral e financeira de garantir a permanência na Série A, não há espaço para romantismo. Se o Santos for eliminado nesta quinta-feira, o baque doerá no orgulho, mas não destruirá o planejamento da temporada, que ainda conta com a Copa do Brasil e a urgente recuperação no campeonato nacional.
Por outro lado, uma eliminação para o modesto Macará nunca será comemorada. O torcedor não aceita derrota passiva. Por isso, a escolha de Cuca transforma o Estádio Bellavista no palco de uma oportunidade de ouro para os garotos da base e os nomes que buscam espaço no elenco.
Ficha Técnica & Prováveis Escalações
- Confronto: Macará (EQU) x Santos (Jogo de Volta – Oitavas de Final da Copa Sul-Americana)
- Local e Horário: Estádio Bellavista, Ambato (EQU) — Quinta-feira, às 19h (de Brasília)
- Transmissão: ESPN e Disney+
- Arbitragem: Cristian Garay (CHI), auxiliado por Carlos Poblete (CHI) e Wladimir Muñoz (CHI). VAR: Rodrigo Carvajal (CHI).
- Possível escalação do Macará (Técnico: Guillermo Sanguinetti): Rodrigo Rodríguez; Denilson Bolaños, Santiago Etchebarne, José Luis Marrufo e Luis Ayala; José Cazares, Jean Estacio e Matías Miranda; Agustín Campana, Mateo Viera e Franco Posse.
- Possível escalação do Santos (Técnico: Cuca): Gabriel Brazão; Davizinho, Willian Arão, Luan Peres e Rafael Gonzaga; João Schmidt, Christian Oliva (Gustavo Henrique) e Rollheiser; Caballero, Thaciano e Rony.
A lista de relacionados em Ambato

Cuca levou 21 atletas para o Equador. As grandes novidades ficam por conta do retorno de Moisés, recuperado de torção no tornozelo, e da presença de garotos como o lateral Rafael Gonzaga e o atacante Pedro Assis, destaque do Sub-20.
- Goleiros: Diógenes, João Paulo e Gabriel Brazão;
- Laterais: Davizinho e Rafael Gonzaga;
- Zagueiros: Luan Peres, João Ananias e João Alencar;
- Meio-campistas: João Schmidt, Willian Arão, Christian Oliva, Miguelito, Rollheiser, Gustavo Henrique e Samuel Pierri;
- Atacantes: Rony, Robinho Jr., Thaciano, Caballero, Moisés e Pedro Assis.
Agora quem dá bola é o Santos?
A matemática para o Santos é simples: joga pelo empate para ir às quartas de final. Mas entrar em campo pensando em regulamento na altitude contra um adversário que não tem nada a perder é a receita perfeita para o desastre.
O Peixe precisa impor respeito, competir do primeiro ao último minuto e usar a velocidade de Rony e Caballero para ferir o Macará nos contra-ataques. Se a classificação vier com um time alternativo, Cuca ganha corpo de elenco e moral para a sequência do ano. Se a eliminação acontecer, que seja lutando, porque o torcedor santista até entende o peso do calendário, mas jamais perdoará a falta de atitude com a camisa alvinegra.
