O Atlético está nas oitavas de final da Copa do Brasil, mas passou longe de convencer o torcedor. Na noite de quarta-feira (13), o Galo perdeu para o Ceará por 2 a 1 no Castelão, sofreu pressão durante praticamente todo o jogo e só conseguiu a classificação nas cobranças de pênaltis graças à atuação decisiva de Everson.
O goleiro defendeu duas cobranças e ainda bateu o pênalti que confirmou a vaga atleticana. O herói improvável evitou um desastre ainda maior em uma atuação coletiva preocupante da equipe de Eduardo Domínguez, o “Barba”, que segue tentando encontrar soluções em meio aos problemas do elenco.
Expulsão logo no início
O Atlético mal conseguiu entrar na partida. Aos cinco minutos, o jovem Cissé puxou o adversário na entrada da área em lance claro de chance de gol e acabou expulso diretamente. Na cobrança do pênalti, o Ceará abriu o placar.
Pouco depois, os donos da casa chegaram ao segundo gol. A arbitragem, porém, anulou o lance após revisão por falta em Everson dentro da área. O alívio durou pouco.
Aos 20 minutos, Gustavo Prado fez grande jogada pela esquerda e finalizou. Renan Lodi até conseguiu evitar o gol, mas a bola bateu nas costas de Everson antes de entrar: 2 a 0 para o Ceará.
Com um jogador a menos desde os primeiros minutos, o Atlético perdeu força no meio-campo e ficou desorganizado. O time ofereceu muitos espaços, sofreu defensivamente e viu o Ceará criar oportunidades para construir uma vantagem ainda maior.
Galo sobrevive e acha gol salvador no fim
Mesmo desorganizado e acuado durante boa parte da partida, o Atlético encontrou um respiro nos acréscimos. Aos 47 minutos do segundo tempo, Cassierra achou bom passe para Pascini, que invadiu a área e bateu forte para diminuir o placar. O gol mudou completamente o cenário da classificação e levou a decisão para os pênaltis.
Nas cobranças, Everson assumiu o protagonismo. Além de defender dois pênaltis do Ceará, o goleiro chamou a responsabilidade na última cobrança e converteu o chute que colocou o Atlético nas oitavas de final da Copa do Brasil.
A classificação evita uma crise ainda maior, mas não apaga os problemas apresentados pela equipe. O Atlético voltou a mostrar dificuldades defensivas, pouca consistência coletiva e um elenco que claramente ainda precisa de peças mais confiáveis.
Apesar da classificação, Galo segue pressionado
Domínguez segue pressionado, embora parte significativa dos problemas vá além do trabalho dentro de campo. A montagem do elenco continua sendo alvo de críticas da torcida, principalmente pelo desempenho abaixo de vários jogadores contratados e pelas limitações apresentadas ao longo da temporada.
Além disso, Paulo Bracks também vive cenários de incerteza no cargo (merecidos) devido a cobranças pela formação do grupo atual. O Atlético vive um momento em que a classificação acaba sendo mais importante do que o desempenho, mas o futebol apresentado preocupa.
A pausa para a Copa do Mundo de Clubes, prevista para o fim do mês, surge como uma oportunidade importante para o treinador tentar reorganizar a equipe, recuperar jogadores e entender com quem realmente poderá contar na sequência da temporada.
Antes disso, o Galo enfrenta o Mirassol no próximo sábado (16), na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro. A equipe mineira está na 13ª posição, com 18 pontos. Uma vitória aproxima o Atlético do primeiro escalão da competição, mas uma derrota coloca a equipe “colada” no pelotão de baixo da competição.
Até a pausa para o Mundial, o Galo ainda enfrenta o Cienciano (21/05 – Arena MRV) e o Porto Cabello (27/05 – Arena MRV) pela Copa Sul-Americana, e encara Corinthians (24/05 – NeoQuímica Arena) e Vasco (31/05 – São Januário) pelo Brasileirão.