Um cenário que já era desfavorável, visto o momento em que se encontra o Atlético no futebol nacional, se agravou ainda mais quando a escalação foi divulgada e o nome do atacante Hulk não apareceu entre os relacionados. Após uma sequência de jogos ruins, o Galo entrou em campo contra o Flamengo neste domingo (26) praticamente já derrotado. Pedro (2x), Plata e Arrascaeta marcaram para o Rubro-Negro.
Ídolo da torcida alvinegra, Hulk foi “sacado” do duelo para não completar a 13ª partida no Campeonato Brasileiro e ter a possibilidade de ser negociado para um time nacional. A “bomba”, divulgada pela comunicação do Galo cerca de 45 minutos antes da bola rolar, destruiu quaisquer chances (se é que existiam) que o clube tinha de triunfar contra o rival carioca.
Logo aos 8 minutos do primeiro tempo, o Flamengo provou a incapacidade e incompetência de boa parte do elenco alvinegro e abriu o placar. Ao fim da etapa inicial, já estava 3 a 0 e gritos de “Time Sem Vergonha” e xingamentos aos proprietários da SAF eram entoados por pouco mais de 25 mil atleticanos no Califórnia.
O técnico Eduardo Domínguez até tentou fazer alterações e chegou a melhorar o time para a segunda etapa. No entanto, quando a fase é ruim, não tem jeito. As poucas tentativas do Galo, geralmente criadas por Cuello, Vitor Hugo e Minda (que entrou bem no segundo tempo considerando o contexto da partida), esbarravam na trave, travessão e em milagres do goleiro Rossi.
A resposta do Flamengo veio aos 84 minutos, quando Pedro “fechou o caixão” do Galo na Arena MRV. A facilidade em que os jogadores do time carioca trocaram passes e balançaram a rede alvinegra escancarou a vergonha que é o atual elenco do Atlético.
Ao Hulk, um enorme “Muito Obrigado” da massa. Agradecemos pelos serviços prestados. Sempre estará escrito em nossa história. Uma pena que uma diretoria omissa e fraca ofuscou as últimas atuações de um dos maiores jogadores da história do Galo.
Crise instaurada com sucesso
Agora, o Galo precisa de mudanças urgentes. A primeira e mais clara é a saída do executivo Paulo Bracks, que não teve sucesso à frente de nenhum clube e, como era previsto, também não teve no Atlético. O Galo precisa de alguém que entenda de futebol para tomar conta do futebol.
Com a derrota por 4 a 0, o Galo passa a ocupar a 15ª posição, com 14 pontos – mesma pontuação de Internacional (16º) e Santos (17º – primeiro time no Z4).
E se você acha que acabou, o Atlético ainda tem uma sequência pesadíssima pela frente. Primeiro, enfrenta o Cienciano, na próxima quarta-feira (29), no Peru, pela Copa Sul-Americana, e depois enfrenta o rival no fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro.
Se nenhuma mudança brusca for tomada nos próximos dias e/ou semanas, o Galo irá continuar como um dos flertes da segunda divisão. E se foi salvo “pelo gongo” em 2024 e 2025, é melhor não “pagar para ver” em 2026. A esperança por dias melhores não acaba, mas a cada dia fica mais escassa. Ê Galo…