Sob vaias e xingamentos, o Santos empatou mais uma vez na Vila Belmiro e voltou a apresentar um rendimento muito abaixo do esperado. Na noite de ontem, o Peixe fez sua estreia na Copa do Brasil diante do Coritiba, mas o roteiro foi, mais uma vez, o mesmo: volume de jogo sem efetividade, muitas tentativas e nenhuma capacidade real de decidir a partida.
O duelo ficou marcado por mais do mesmo. O Santos até tentou, rondou a área adversária, finalizou 13 vezes, mas acertou o gol apenas uma vez, e ainda parou no goleiro. O dado resume bem o momento da equipe: cria pouco do que realmente importa e falha justamente naquilo que decide o jogo, a finalização.
A melhor chance santista saiu dos pés de Neymar, em cobrança de falta no segundo tempo que acertou a trave. Fora isso, o time voltou a demonstrar enorme dificuldade para transformar posse, pressão e presença ofensiva em gols. O Santos até insiste, mas insiste mal. E quando chega ao momento decisivo da jogada, erra.
Ao apito final, a reação da torcida foi a esperada. Sob o coro de “time sem vergonha”, os jogadores deixaram o campo vaiados e claramente abalados pela insatisfação que vem crescendo a cada rodada. O clima na Vila Belmiro, que antes costumava empurrar o time, agora virou símbolo de cobrança, impaciência e frustração.
Após a partida, Lucas Veríssimo reconheceu o principal problema da equipe: a falta de eficiência. O zagueiro ressaltou que o Santos consegue construir jogadas, mas volta a pecar no último momento, desperdiçando chances e acumulando resultados ruins. E ele tem razão. O time até tenta propor o jogo, mas segue incapaz de concluir bem e transformar o desempenho em resultado.
As cobranças da torcida não são exageradas nem injustas. O Santos não vem jogando bem, não convence em campo e os resultados confirmam isso. O empate diante do Coritiba apenas amplia a sensação de estagnação de uma equipe que ainda não conseguiu apresentar evolução real na temporada.
O próximo desafio do Peixe será contra o Bahia, fora de casa, no sábado (25/04), pelo Campeonato Brasileiro. Mais do que pontuar, o Santos precisa começar a mostrar sinais de reação, porque a paciência da torcida, na Vila, parece estar cada vez mais perto do fim.