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SAF do Botafogo protocola medida para iniciar recuperação judicial

A ação suspende a execução de dívidas e protege os ativos do clube, centralizando negociações com credores. O Botafogo terá até 60 dias para formalizar o pedido, enquanto tenta reorganizar suas finanças e manter as operações esportivas.
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Textor

A SAF do Botafogo deu um passo inicial para entrar em recuperação judicial ao protocolar uma medida precautelar na noite de terça-feira. O processo, que corre em segredo de Justiça, já teve decisão favorável nesta quarta-feira pelo Juízo da 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro.

A medida funciona como uma etapa preliminar e garante ao clube um prazo de até 60 dias para formalizar o pedido de recuperação judicial. Em nota oficial, a SAF confirmou a iniciativa e informou que também solicitou a suspensão temporária do direito de voto da Eagle Bidco, acionista majoritária que atualmente está sob intervenção judicial da administradora Cork Gully. Segundo a gestão liderada por John Textor, a empresa estaria dificultando a entrada de novos investimentos no clube.

Na prática, a concessão da precautelar suspende a execução de dívidas e centraliza todas as negociações com credores no ambiente da futura recuperação judicial. Medidas como penhora e arresto ficam proibidas, garantindo proteção aos ativos e às receitas da SAF. Cláusulas de vencimento antecipado e execução de garantias também são temporariamente suspensas.

O clube social, acionista minoritário, precisa concordar com o processo, e nos bastidores há sinalização positiva nesse sentido. A defesa da SAF é conduzida por três escritórios de advocacia e entende a medida como essencial para assegurar a continuidade das operações, incluindo contratos com jogadores, funcionários e fornecedores.

Algumas pendências financeiras seguem fora desse escopo. Transfer bans já aplicados, como os relacionados a Atlanta United e Ludogorets, não entram na renegociação e precisam ser quitados normalmente, assim como débitos vinculados à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Por outro lado, novas cobranças — incluindo casos envolvendo Benfica e Udinese — poderão ser tratadas dentro da recuperação judicial.

Em comunicado, a SAF destacou que a medida tem caráter estratégico para reorganizar as finanças e garantir a continuidade do projeto esportivo. O clube reforçou que seguirá disputando normalmente as competições e que irá apresentar um plano de recuperação aos credores, com foco no reequilíbrio financeiro e na manutenção de suas atividades.

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