O New York Knicks teve o jogo nas mãos mas deixou escapar. Em uma noite que parecia controlada, o time abriu vantagem sólida no terceiro quarto, mas assistiu tudo ruir nos minutos finais. Do outro lado, CJ McCollum assumiu o protagonismo, silenciou o Madison Square Garden e liderou a vitória do Atlanta Hawks por 107 a 106, empatando a série em 1-1.
O colapso que mudou a história do jogo
Os números mostram o tamanho do problema e o que eles realmente significam.
O Knicks chegou a liderar por 80-66 no terceiro quarto. E para bem sincero, eu achei que já seria jogo ganho e seria uma varrida de Nova York. Pois não era só vantagem no placar, era domínio de ritmo, de espaço e de confiança. Tanto que a franquia tinha praticamente uma invencibilidade nesse cenário.
Mas no último quarto, tudo mudou. O ataque travou e a defesa perdeu leitura. Enquanto isso, o Hawks cresceu.
Atlanta converteu 72% dos arremessos no período final. Eficiência absurda para mudar o rumo do jogo, e quem sabe da série.
CJ McCollum vira o vilão do Garden
McCollum terminou com 32 pontos e 6 assistências, mas isso por si só não explica o impacto. O que define a atuação é quando esses pontos aconteceram.
Nos últimos dois minutos de jogo, ele:
Colocou o Hawks na frente pela primeira vez no segundo tempo
Respondeu imediatamente à bola de três de Brunson
Acertou o arremesso decisivo com 33 segundos no relógio
Isso é controle emocional e leitura de jogo. Ele realmente decidiu.
E teve mais.
A torcida do Knicks tentou repetir o roteiro antigo. Começou a gritar “F**k CJ”, numa clara referência aos históricos “F**k Trae Young” dos playoffs passados.
E a resposta do CJ?
“I love it, I wanna hear it.”
Ali, o jogo virou mental. O que era pressão virou combustível. McCollum passou a buscar Brunson em switches, atacando diretamente o ponto fraco defensivo do Knicks. E converteu todas. Incorporou o seu ex-companheiro Damian Lillard e fez chover no Clutch time.
Knicks dominou… mas não sustentou
Jalen Brunson (29 pontos, 7 assistências) fez o que se espera de um líder. Karl-Anthony Towns cresceu no terceiro quarto com 14 dos seus 18 pontos, explorando a falta de tamanho do Hawks. Mitchell Robinson foi perfeito nos arremessos.
Mas tudo isso parou de funcionar no momento decisivo.
O Knicks teve boas posses no fim mas não converteu.
A última bola caiu nas mãos de Mikal Bridges. Um fadeaway contestado. Erro.
Fim de jogo.
O Hawks começa encontrar identidade e confiança
A troca que trouxe McCollum começa a fazer sentido. Ele deu ao Hawks algo que o time não tinha na série: controle no clutch.
Jonathan Kuminga (19 pontos) e Jalen Johnson (17 pontos) ajudaram a sustentar a reação, mas foi McCollum quem organizou o caos.
Mais importante: Atlanta mostrou que pode voltar de qualquer cenário.
E isso muda completamente a série.