O clássico entre Palmeiras e Corinthians terminou 0x0 no papel. Mas quem assistiu sabe: aquele placar mentiu.
Não foi futebol. Foi pancadaria com transmissão ao vivo.
Desde o primeiro minuto, a bola parecia um detalhe inconveniente no meio de tanta disputa. Divididas duras viraram rotina, empurrões substituíram jogadas e o apito do árbitro foi o som mais constante da noite. O clássico, que deveria ser decidido na técnica, acabou decidido no grito — e quase na força.
Teve expulsão, teve discussão, teve jogador mais preocupado em peitar o adversário do que em olhar para o gol. Em certos momentos, parecia que ninguém queria jogar, só vencer o confronto físico. E, no meio disso tudo, o futebol — coitado — ficou esquecido em algum canto do gramado.
Mesmo com vantagem numérica em parte do jogo, o cenário não mudou. Faltou organização, sobrou nervosismo. A rede não balançou porque a bola mal chegou perto dela.
No fim, o 0x0 não foi apenas ausência de gols. Foi o retrato fiel de um clássico onde ninguém construiu, ninguém encantou — só brigou.
E para o torcedor, ficou a sensação amarga: não foi um dérbi… foi um ringue.