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São Paulo volta a expor suas fragilidades no Barradão

A derrota por 2 a 0 para o Vitória escancarou mais uma vez as fragilidades do São Paulo, agravado pela expulsão de Lucas Ramon. O resultado reforça a preocupação com a sequência da temporada e a real capacidade da equipe em disputar mais de uma competição.
Imagem do Autor
Márcio José/AGIF

Se na rodada passada tudo deu certo contra o Cruzeiro, nesta décima primeira rodada do Brasileirão, tudo deu errado. O São Paulo visitou o Vitória na tarde deste sábado e saiu derrotado por 2 a 0.

O time tricolor contou com muitos desfalques na partida, deixando explícitas a fragilidade do elenco e a limitação que terá para continuar brigando na parte de cima da tabela.

Sem Sabino, Pablo Maia, Bobadilla, Luciano e Calleri, quase não havia dúvidas de que a equipe que iria a campo seria Rafael, Lucas Ramon, Toloi, Alan Franco, Enzo, Danielzinho, Marcos Antônio, Cauly, Arthur, Ferreirinha e André Silva. Um time com um meio-campo extremamente frágil e que não vem apresentando nada na criação de jogadas, ou seja, dependeria de uma jogada individual dos pontas para levar perigo ao gol dos baianos. Pois não teve.

O jogo era truncado e sem domínio de nenhuma das duas equipes, até que, após cobrança de falta e um desvio, o São Paulo sofreu o 1 a 0, em uma falha defensiva, já que ninguém acompanhou e o jogador do Vitória apareceu sozinho para abrir o placar. Mais um jogo sem baliza zero, seguimos contando. Fora a estreia contra a Chapecoense e o fraco Boston River, em todos os jogos a defesa foi vazada.

Já comentei isso outras vezes, mas chega em um jogo em que o São Paulo precisa demonstrar força e vencer, e o resultado é sempre o mesmo: tropeços com empates ou derrotas.

Com 1 a 0 contra, o time do Morumbi ainda teve chance de empatar, mas André Silva não marcou. Aliás, vale o comentário de que, se Calleri voltou muito bem após a lesão do ano passado, André Silva voltou muito mal, não se encontrou em 2026 e tem sido nulo no ataque. Cauly também poderia ter empatado, mas não chegou na bola após chute de Arthur. Cauly vai mostrando porque perdeu espaço no Bahia e foi emprestado, outra nulidade até o momento com a camisa do São Paulo.

O Tricolor foi para o intervalo perdendo e, se conseguiu se livrar da expulsão de Marcos Antônio no primeiro tempo, em uma entrada fortíssima, que poderia ser interpretada como cartão vermelho, isso não se repetiu em um lance quase inexplicável de Lucas Ramon, que acertou um chute na cabeça do adversário e foi embora mais cedo para os vestiários, merecidamente.

Crespo foi embora e, com ele, foi o bom futebol que Lucas Ramon apresentou em seus primeiros jogos. Parecia que tínhamos encontrado um lateral-direito, mas acho que Roger já o perdeu.

O treinador argentino também parece ter levado o futebol de Danielzinho e de Marcos Antônio. Comparando o momento atual destes dois com os últimos jogos sob o comando de Crespo, não parecem ser os mesmos jogadores.

Mas, voltando ao Barradão, se com 11 contra 11 o São Paulo não demonstrava poder para reagir, com um a menos restava apenas esperar a derrota. Derrota que só não virou goleada por falta de empenho e qualidade do Vitória, que sacramentou o triunfo no final da partida, após boa jogada e finalização dentro da área tricolor. Um 2 a 0 que poderia ter sido maior.

O time, que não apresenta nenhuma segurança defensiva (Arboleda fará falta, e como Ferraresi seria útil neste momento), perde após duas vitórias.

Os desfalques e a expulsão serão as desculpas da vez, mas a pobreza dentro de campo e a falta de imposição nas partidas redirecionam o São Paulo para o que prometia ser a temporada: briga para não passar vexames.

A maratona de jogos pré-Copa do Mundo somente começou, e fico imaginando como Roger Machado irá organizar a equipe na sequência contra O’Higgins (Sul-Americana, em casa), Vasco (Brasileirão, fora) e Juventude (Copa do Brasil, em casa).

Para evidenciar como os próximos jogos tendem a ser desafiadores, hoje entraram na equipe Wendell, Tapia, Cedric, Lucca e Tetê. Com estas opções de elenco, claramente não é possível sobreviver em três competições; sendo até mais sincero, nem mesmo em duas.

Seguiremos com a diretoria e a comissão técnica tentando iludir a torcida, ou o modo “pé no chão” será ativado? Acho pouco provável que seja a segunda opção.

O pior ano da história do São Paulo Futebol Clube segue firme e forte. As maiores comemorações foram por ações extracampo, com impeachment do presidente, exposição dos esquemas que aconteciam internamente e expulsão de quem tanto prejudicou o clube nos últimos anos ou décadas.

Vamo São Paulo!

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