O nome de Neymar voltou oficialmente ao radar da Seleção Brasileira. O camisa 10 do Santos FC está na pré-lista de convocados do técnico Carlo Ancelotti para os amistosos contra Seleção da França e Seleção da Croácia, mas não estará em campo nesta terça-feira contra o Mirassol Futebol Clube, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O motivo mais uma vez é desgaste muscular.
Mas essa ausência chama ainda muito mais a atenção por um detalhe importantissimo : Ancelotti estará no estádio acompanhando a partida, numa cidade de 60 mil habitantes.
O treinador italiano, que assumiu a Seleção com a missão de reconstruir o time após anos de instabilidade, quer observar jogadores de perto antes de definir a lista final para os amistosos do fim do mês, que serão disputados nos Estados Unidos. Então programou a viagem para o interior paulista e um dos principais motivos é o craque santista. Neymar, no entanto, não será um deles em campo.
O atacante não vinha treinando com o elenco no gramado durante a última semana, ele estava realizando trabalhos físicos específicos no CT Rei Pelé.
Neymar voltou a participar de atividades táticas no domingo, mas a comissão técnica do Santos optou por poupá-lo. A decisão aponta para um planejamento claro: evitar risco agora para ter o jogador inteiro nos jogos seguintes , especialmente no clássico contra o Sport Club Corinthians Paulista, no fim de semana.
E aqui existe uma leitura importante. A pré-lista de Ancelotti não garante convocação, mas o simples fato de Neymar continuar sendo monitorado mostra que, mesmo após a grave lesão sofrida em 2023, o craque ainda ocupa um espaço especial no projeto da Seleção. Neymar fez poucos pelo Santos no ano, mas quando participa ele decide, e muito. Contra o Vasco ele foi extremamente necessário e eficaz.
O Brasil vive um momento de redefinição ofensiva, pode ser que o treinador teste nomes como Endrick e Igor Thiago, enquanto tenta encontrar um novo equilíbrio entre juventude e experiência. Nesse cenário, Neymar funciona como uma incógnita poderosa.
Tecnicamente, poucos jogadores brasileiros ainda têm o repertório criativo que ele oferece. Mas fisicamente e em termos de sequência, o camisa 10 ainda precisa provar que consegue sustentar presença constante em alto nível. Por isso, cada decisão envolvendo seu calendário , inclusive ficar fora de um jogo como este contra o Mirassol, ganha peso maior do que o normal.
A verdade é que o Brasil ainda não conseguiu virar completamente a página da “Neymardependência”.
O país busca novas referências, mas o talento do camisa 10 continua orbitando qualquer planejamento da Seleção. Estar na pré-lista de Ancelotti mostra que a porta segue aberta.
Agora, resta saber se o próprio Neymar conseguirá fazer o mais difícil: transformar expectativa novamente em protagonismo dentro de campo.