Na quinta-feira (05), teve início a temporada da Fórmula 1 de 2026, na Austrália, em Melbourne, no circuito de Albert Park. Porém, o piloto espanhol Fernando Alonso, da Aston Martin F1 Team, ficou de fora do primeiro treino livre por problemas no motor do carro.
Fernando comentou sobre os problemas que a equipe está tendo com a fornecedora de motores, a Honda, e explicou que o carro tem sofrido muito com fortes vibrações vindas da unidade de potência. Essa vibração é causada pela parte movida à combustão do motor e afeta principalmente o chassi do carro, danificando a bateria, que não possui uma reserva.
Portanto, esses problemas limitam o uso do carro nos treinos livres, e a equipe corre o risco de não participar da classificação e da primeira corrida do campeonato.
Já no segundo treino, algumas mudanças no carro da Aston Martin foram eficientes ao ponto de conseguir colocar o espanhol Fernando Alonso na pista, mas o bicampeão conseguiu completar somente 17 voltas e terminou a 4s933 do líder do segundo treino livre do GP da Austrália, Oscar Piastri, da McLaren.
Outros Problemas da Aston Martin
Além dos problemas citados anteriormente, como a falta de peças de reposição para o carro da Aston Martin e as falhas no motor da Honda. Também foi informado que essas vibrações, além de causarem danos ao carro, também podem provocar lesões aos pilotos.
Tanto Alonso quanto Lance Stroll podem sofrer lesões permanentes nos nervos das mãos. Para Alonso, o limite estabelecido era de 25 voltas; para Stroll, o limite seria de 15 voltas.
Já em entrevista coletiva após o primeiro e o segundo treinos livres de Melbourne, o chefe de equipe da Aston Martin, Adrian Newey, confirmou a falta de peças de reposição, como a bateria, fundamental para o carro. Além disso, Newey comentou que ficou surpreso e preocupado quando visitou a fábrica da Honda para verificar como o projeto do novo motor estava avançando.
Adrian afirmou que, ao analisar a situação do programa, percebeu que boa parte da equipe que havia desenvolvido os motores da Honda na era da parceria com a Red Bull Racing — que levou o time a conquistar quatro títulos com o piloto Max Verstappen — não estava mais lá. Muitos engenheiros foram realocados para outros projetos fora da F1, e parte da nova equipe não tinha experiência prévia na categoria. Foi então que a escuderia da Aston Martin percebeu haver um problema estrutural no projeto do motor.
Portanto, essa mudança de pessoal e os problemas da Honda com a Aston Martin colocam em risco toda a temporada da escuderia, que investiu muito para ter essa parceria, e que ela pudesse levar a equipe a ser campeã pela primeira vez na sua história. Com isso, a temporada na verdade pode acabar sendo completamente decepcionante.