O Vasco adota postura firme e resiste à venda de Rayan, mesmo diante de uma proposta considerada histórica. O Bournemouth, da Inglaterra, apresentou um pacote que pode chegar a 35 milhões de euros entre valor fixo e metas, seduziu o jogador com salário elevado e ofereceu um projeto esportivo alinhado ao desenvolvimento de jovens talentos. Ainda assim, a diretoria cruz-maltina decidiu frear o avanço do negócio.
O clube inglês enxerga Rayan como substituto direto de Semenyo e trabalha com metas que considera alcançáveis, como participação em 50% dos jogos em cenários específicos e bônus progressivos por número de partidas. O Vasco, porém, entende que o mercado inglês pode oferecer algo ainda mais vantajoso e tenta ganhar tempo para atrair concorrência.
Fernando Diniz entrou diretamente na negociação. O treinador conversa com o atacante e com seu estafe para convencê-los a aguardar propostas melhores. O vínculo entre as partes facilita o diálogo, mas o desejo de Rayan em avançar na carreira pesa no processo. O clube carioca sabe disso e, caso não consiga impedir a saída nesta janela, busca ao menos elevar os ganhos.
A diretoria quer um valor fixo superior ao oferecido inicialmente, metas mais simples de serem atingidas e garantias de mais-valia em uma futura revenda, já que a legislação inglesa impede a manutenção de percentual dos direitos econômicos. Também existe a possibilidade de o jogador abrir mão de parte da fatia que teria direito.
Com a janela inglesa se encerrando no dia 31, o Vasco joga contra o relógio, mas aposta na valorização do ativo para proteger seu projeto esportivo e financeiro.