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Alerta ligado! Corinthians encara reta final dramática, perde Yuri Alberto e faz contas contra o rebaixamento

O Corinthians chegou ao limite. A luta contra o rebaixamento deixou de ser uma preocupação distante e se tornou uma realidade que exige respostas imediatas. A expulsão de Yuri Alberto aumenta a pressão, enquanto a calculadora passa a ser uma companheira indesejada do torcedor alvinegro.

O empate sem gols entre São Paulo e Corinthians na noite desta quarta-feira (4) manteve o Timão como o primeiro time da zona de rebaixamento e deixou ainda mais evidente a urgência de uma reação. A equipe subiu da 18ª colocação para a 17ª, com 37 pontos conquistados em 34 partidas disputadas, a apenas um ponto do Internacional. A vitória no Majestoso poderia livrar o time do Z-4 ao subir duas posições, com 39 pontos.

O Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) divulgou que, após o jogo na Vila Belmiro, o Sport Club Corinthians Paulista passou a ter 55% de probabilidade de ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, enquanto o Vitória registrou probabilidade de 21,4%, o Internacional de 40,8% e o Grêmio de 60,4%.

Com quatro rodadas restantes, o Corinthians entra em uma verdadeira corrida contra o tempo e não existe mais espaço para tropeços. Além disso, a expulsão de Yuri Alberto no clássico acrescentou mais um problema à preparação para a sequência do campeonato.

Aos 34 minutos do segundo tempo, o atacante foi inicialmente punido com um cartão amarelo após dar um carrinho em Ferreirinha. Em seguida, o árbitro Raphael Claus foi chamado pelo VAR e acabou alterando a decisão para cartão vermelho. Na súmula, Claus registrou que o atacante atingiu o tornozelo do adversário com as travas da chuteira, usando força excessiva. Ao deixar o gramado, depois de provocações de torcedores são-paulinos, ele ainda pisou e chutou o mastro de uma bandeira de escanteio com o escudo do São Paulo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou Yuri Alberto, que pode pegar até 12 jogos de suspensão. O meia Matheus Pereira também foi expulso, do banco de reservas, por reclamar da arbitragem.

Vale lembrar que Yuri já estava pendurado, então também ficaria de fora caso recebesse o amarelo. Ainda assim, a expulsão representa mais um episódio de indisciplina em um momento em que o Corinthians precisa de concentração e responsabilidade máxima.

Pelo momento que o clube vive, com a necessidade de transformar as quatro últimas oportunidades em vitórias, a ausência da principal referência do ataque pesa muito na conversão em gols. Com Yuri Alberto, a equipe tem 50% de aproveitamento: 38 jogos, 15 vitórias, 12 empates e 11 derrotas. Sem ele, a porcentagem cai para 36,5% (21 jogos, 6 vitórias, 5 empates e 10 derrotas), uma queda de 13,5 pontos percentuais sem o atacante.

Além de Yuri, o técnico Clarence Seedorf também não deve contar com Rodrigo Garro e André nesta reta final do Campeonato Brasileiro e na luta contra o rebaixamento. Ambos eram peças importantes para a equipe, e a ausência deles também pesa. O meia argentino teve diagnosticado um estiramento no joelho, e o clube ainda não divulgou o prazo de recuperação. O Corinthians procurou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para tentar a liberação do volante André dos amistosos da Seleção, mas teve o pedido recusado. André Ramalho será outro desfalque para o próximo confronto, pois está suspenso.

Em contrapartida, o retorno de Memphis pode ajudar o Corinthians. O holandês estava se recuperando de um edema muscular no bíceps femoral da coxa direita e, no momento, está em fase de adaptação. Nota-se que ele está sem ritmo, o que ficou evidente na última partida, disputada na Vila Belmiro.

Com apenas 12 pontos ainda disponíveis, o Corinthians precisa olhar para a tabela com atenção redobrada. A luta contra o rebaixamento não depende somente dos próprios resultados, mas também de tropeços de concorrentes, como Vasco, Mirassol, Vitória e Internacional. Matematicamente, o Corinthians ainda pode chegar aos 49 pontos, caso vença todos os compromissos restantes. A régua histórica ajuda a dimensionar o que falta. Nos últimos dez anos, todo time que chegou a 44 pontos ou mais se salvou. A tabela de risco da UFMG, divulgada em setembro, trazia os seguintes percentuais de rebaixamento por pontuação final: 45 pontos, 1,8%; 44, 7,3%; 43, 20,5%; 42, 41,8%; 41, 65,7%. É uma estimativa antiga, mas serve de régua. Traduzindo para o que o Corinthians tem pela frente:

  • Três vitórias (46 pontos): praticamente salvo.
  • Duas vitórias e um empate (44 pontos): o ponto em que a história costuma absolver.
  • Duas vitórias e duas derrotas (43 pontos): dá para escapar, mas com o coração na boca.
  • Uma vitória e dois empates (42 pontos): zona de risco real.

O primeiro compromisso ocorre após a Data FIFA, contra o Botafogo, na Neo Química Arena (18/11). Depois, o Timão visita o Atlético-MG, na Arena MRV (25/11). Na penúltima rodada, recebe o Grêmio (29/11), concorrente direto na luta contra o rebaixamento, e encerra sua participação diante do Remo, fora de casa (02/12). Sem Yuri, com a zaga desfalcada e a conta apertada, o time terá de jogar com a cabeça fria, algo que faltou no clássico.

Como o Grêmio vive situação parecida, é fundamental vencê-lo e impedir que suba na tabela. A Fiel acompanhará cada rodada e torcerá para que os concorrentes diretos também deixem pontos pelo caminho.

Agora, mais do que nunca, o Coringão deve contar com a mística da camisa e do décimo segundo jogador, a Fiel Torcida, que está na arquibancada. Mais uma vez, com todas as adversidades, o lema se repete: será o Corinthians contra tudo e contra todos, e tanto o clube quanto a torcida jamais deixarão de lutar.

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