Após eliminação do Flamengo, Jardim defende cobradores e manda recado: “não vou ensinar ninguém”
O Flamengo está fora da final da Copa Libertadores. Após dois empates sem gols contra o Estudiantes de La Plata, o Rubro-Negro foi eliminado nos pênaltis, por 3 a 2, na última quinta-feira (22), no Maracanã. Após a partida, Jardim justificou a escolha dos batedores e defendeu os jogadores, destacando que todos estavam habituados a assumir a responsabilidade nas cobranças.
Na entrevista coletiva, o treinador português explicou que optou por jogadores acostumados a assumir a responsabilidade nas cobranças e ressaltou que o erro faz parte do futebol. A eliminação, porém, deixou o Flamengo sem a vaga na decisão continental.
“No futebol, só erra quem bate. Não coloquei os mais jovens, coloquei os mais consagrados, que estão habituados a bater pênaltis nos clubes e nas seleções. Mas só falha quem está lá dentro, e eles tentaram. Mais do que ninguém, queriam fazer o gol. Não vale a pena apontar dedos”, afirmou Leonardo Jardim.
O treinador também revelou que o elenco teve duas sessões de treinamento dedicadas às cobranças de pênalti na preparação para a semifinal. Segundo ele, muitos jogadores tiveram 100% de aproveitamento em séries de três tentativas.
“Não é porque sou treinador do Flamengo que vou ensinar jogadores deste nível, alguns deles com centenas de jogos e muitos pênaltis, como vão bater. Com certeza eles batem melhor do que eu e qualquer um que está aqui. Eles têm que tomar as melhores decisões e, se acharam que é daquela forma, eles fazem daquela forma. Não é o treinador que vai chegar lá e vai dizer bate para o lado, rasteiro, no alto. Cada jogador tem que assumir”, declarou o técnico português.

No entanto, Jardim ressaltou que a responsabilidade pelo resultado é sempre do treinador e afirmou que os jogadores deram o seu melhor, tanto na disputa de pênaltis quanto durante a partida.
Jardim analisa atuação do Flamengo contra o Estudiantes
O Flamengo empatou os dois jogos da semifinal por 0 a 0 e, na partida de volta, teve um jogador a mais durante praticamente todo o segundo tempo. Apesar da superioridade numérica e do controle da posse de bola, o Rubro-Negro encontrou dificuldades para criar oportunidades claras e não conseguiu marcar o gol da classificação.
“O jogo aqui no Maracanã foi dominado por nós. Vocês [da imprensa] às vezes falam muito de dados, e tivemos quase 75% de posse de bola. Mas em termos de efetividade, não conseguimos ter essa presença na área. Criamos duas situações de gol, mas não fomos capazes de criar mais. Isso se deve também à atitude do adversário, porque o Estudiantes é uma equipe que fez uma grande campanha e só perdeu para nós na fase de grupos. É uma pena, porque todo mundo estava imbuído desse espírito. Não só os torcedores, mas também nós do grupo. Todos se dedicaram ao máximo para chegar à final”, avaliou Jardim.
Na disputa por pênaltis, Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique tiveram suas cobranças defendidas por Fernando Muslera. Arrascaeta e Léo Pereira converteram para o Flamengo, mas não foi suficiente para evitar a derrota por 3 a 2 e a eliminação na semifinal da Libertadores.

“Não é porque sou treinador do Flamengo que vou ensinar jogadores deste nível, alguns deles com centenas de jogos e muitos pênaltis, como vão bater. Com certeza eles batem melhor do que eu e qualquer um que está aqui. Eles têm que tomar as melhores decisões e, se acharam que é daquela forma, eles fazem daquela forma. Não é o treinador que vai chegar lá e vai dizer bate para o lado, rasteiro, no alto. Cada jogador tem que assumir”, concluiu.
Próximo compromisso
O Flamengo volta a campo na segunda-feira (26), às 20h, para enfrentar o Atlético-MG, no Maracanã, pela 32ª rodada do Brasileirão. Líder do campeonato, o Rubro-Negro agora volta as atenções para a disputa do título nacional.
