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Com uma atuação abaixo, Flamengo só empata com Estudiantes e deixa a decisão para o Maracanã

Pelo segundo ano consecutivo, Estudiantes de La Plata e Flamengo se enfrentam por um mata-mata de Libertadores, desta vez pela Semifinal. Um verdadeiro duelo de gigantes entre dois tetracampeões da América do Sul e campeões mundiais. Embora o time rubro-negro seja um time tecnicamente bem superior à equipe argentina, se esperava um grande duelo, tamanha a grandiosidade do confronto.

Entretanto, o que se viu no Estadio UNO foi uma partida bem abaixo. De um lado, o Estudiantes, que teve mais do que o triplo de finalizações, mas esbarrou em suas limitações e, os 6 chutes em direção ao gol de Rossi levaram pouquíssimo perigo; do outro, o Flamengo, atual campeão brasileiro e da Libertadores da América, líder do Brasileirão, com o elenco mais qualificado do continente e um futebol apresentado nesta quinta-feira (15) completamente incondizente a tudo isso.

A PARTIDA DO FLAMENGO

Nas ausências de Arrascaeta, machucado, e Jorginho, suspenso, a equipe de Leonardo Jardim iniciou com Paquetá e Saúl, que pouco inspirados, principalmente o camisa 20, não conseguiram substituir seus colegas à altura e não criaram tantas oportunidades de gol.

Apesar de ter 55% de posse de bola, o Flamengo de Leonardo Jardim teve apenas 5 finalizações durante os 96 minutos de partida, sendo que nenhuma delas foi em direção ao gol de Muslera. Algo que mostra perfeitamente a péssima noite do ataque Rubro-Negro.

Porém, nem tudo foi tão ruim assim. A defesa do Flamengo foi bem segura na partida, com a dupla de laterais, Emerson Royal e Alex Sandro, auxiliando bem na marcação e, mais uma vez, a dupla Léo-Léo (Léo Pereira e Léo Ortiz) muito sólida, além do questionado goleiro Rossi que, desta vez, não falhou. Embora tenha cedido 6 chutes na direção do gol e 16 finalizações no total, números bem altos, não dá pra dizer que a defesa sofreu no jogo, já que muitos desses chutes mal levaram perigo.

As substituições feitas por Leonardo Jardim (Pedro, Gonzalo Plata e Joaquín Freitas), muito tardias, por sinal, não comprometeram e também pouco contribuíram.

OS DESTAQUES

Ao contrário do que foi escolhido pela CONMEBOL, Lucas Paquetá não foi o melhor em campo, muito pelo o contrário. O camisa 20, jogando de meia-armador no lugar de Arrascaeta, não conseguiu compensar a ausência do camisa 10 nessa mesma tarefa e não se sentiu tão à vontade nessa posição, fazendo uma partida bem abaixo.

Os verdadeiros destaques do Flamengo na partida, foram os jogadores do sistema defensivo, que conseguiram segurar ainda uma “não derrota” para a equipe em uma noite tão pouca inspirada do ataque Rubro-Negro.

EMPATE SEM GOLS. E AGORA?

Na partida de volta, a ser realizada na próxima quinta-feira (22) às 21h30, horário de Brasília, no Maracanã, um empate leva a decisão para a disputa de pênaltis. Uma vitória por qualquer placar classifica o Flamengo para a sua 6ª Final de Libertadores em toda história – a 5ª nos últimos 7 anos. Já uma derrota, elimina o time carioca da competição.

PRÓXIMO COMPROMISSO

O Flamengo volta a campo já neste próximo domingo (18) às 18h30 contra o Bahia pelo Brasileirão na Arena Fonte Nova. A vitória é de extrema importância para a equipe de Leonardo Jardim se manter na liderança do campeonato e assim seguir rumo a mais um título brasileiro.

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