Botafogo perde para o Mirassol na estreia de Tite e segue pressionado no Brasileirão
Fogão tem atuação apática
Em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, o Botafogo foi superado pelo Mirassol por 2 a 0, na estreia do técnico Tite. O Glorioso apresentou uma passividade muito grande dentro de campo e, durante boa parte da partida, os jogadores não demonstraram a intensidade necessária.
A impressão era de um time que estava há meses sem receber. Além disso, o Fogão pouco criou e praticamente não conseguiu incomodar o adversário. O Mirassol, por sua vez, aproveitou duas jogadas muito parecidas para construir a vitória.
Nos dois gols, as falhas de marcação de Monzón e a passividade de Danilo Santos foram determinantes. Dessa forma, o Botafogo voltou a apresentar problemas defensivos que já vinham aparecendo em outras partidas.
Problemas não começaram com Tite
É importante destacar que a responsabilidade pela derrota não pode ser colocada sobre Tite. O treinador acabou de chegar e ainda precisa conhecer melhor o elenco e entender as características de cada jogador.
No entanto, a escalação escolhida para a partida não funcionou. Na minha visão, ainda existe muito do trabalho do antigo treinador do time principal, Bellão, dentro da equipe. O Botafogo continua sendo um time preguiçoso, que cria pouco e não apresenta a intensidade necessária para competir.
Por isso, será necessário tempo para que Tite consiga implementar suas ideias e mudar o comportamento da equipe dentro de campo.
Danilo Santos e Montoro podem render mais
Outro ponto que chamou atenção foi a decisão de não utilizar Danilo Santos em partidas anteriores à sua viagem para representar a Seleção. O jogador mostrou claramente que tirou o pé em algumas divididas e não apresentou a mesma intensidade que vinha demonstrando anteriormente.
Além disso, Montoro também precisa atuar em uma posição na qual consiga explorar melhor suas características. Na minha visão, o argentino rende mais como meia-atacante, participando da criação das jogadas e chegando com frequência à área.
Medina também pode ser uma alternativa interessante pelo lado esquerdo. Dessa maneira, além de contribuir ofensivamente, o jogador pode auxiliar Alex Telles na marcação e oferecer mais equilíbrio ao setor.
Ziyech é destaque positivo
Entre os poucos pontos positivos do Glorioso, Ziyech foi o principal destaque. O jogador mostrou muita verticalidade, buscou passes decisivos e tentou acelerar as ações ofensivas da equipe.
Por outro lado, a dupla formada por Arthur Cabral e Danilo Pereira não funcionou como esperado. Os dois tiveram dificuldades para encontrar espaços e participar efetivamente das jogadas de ataque.
Na minha visão, o esquema 4-2-3-1 pode funcionar melhor com as peças que o Botafogo possui atualmente e também pode se encaixar nas características de Tite. Além disso, preencher melhor o meio-campo pode ser fundamental para evitar que os adversários tenham tanta liberdade para controlar as partidas.
Botafogo segue ameaçado
Em resumo, foi uma péssima atuação do Fogão. A equipe apresentou pouca intensidade, criou pouco e voltou a cometer erros defensivos que custaram caro.
Agora, Tite terá muito trabalho pela frente. O treinador precisa encontrar rapidamente uma formação que dê mais equilíbrio ao time e faça os jogadores apresentarem uma postura diferente dentro de campo.
Por enquanto, o Botafogo ainda não está livre do rebaixamento e precisa reagir o quanto antes. Portanto, mais do que mudar peças ou esquema tático, o Glorioso precisa recuperar a intensidade, a confiança e a vontade de competir.
