Fórmula 1

Madring, novo circuito do GP da Espanha

Depois de 45 anos de espera, a Fórmula 1 retorna a Madri para o GP da Espanha neste domingo (13). A corrida marca a estreia do circuito Madring.

O nome combina “Madrid” com o sufixo “Ring”, presente em circuitos como Hungaroring e Nürburgring. Além disso, a pista representa uma nova fase do automobilismo espanhol.

O Madring fica no entorno do complexo de exposições IFEMA Madrid, no nordeste da capital espanhola. O circuito também utiliza cerca de 1,5 quilômetro de vias públicas.

Assim, o traçado combina características de um circuito urbano com setores construídos especificamente para receber competições. A estrutura ainda fica próxima ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas.

A organização espera receber 110 mil torcedores inicialmente. Além disso, a capacidade pode superar 140 mil pessoas até o quinto ano do projeto.

No entanto, a estreia promete ser bem menos tranquila para os pilotos. Um teste da Fórmula 3 registrou 19 bandeiras vermelhas em apenas dois dias.

Foto: Reprodução/F1

Como é o circuito de F1 de Madring

  • Comprimento: 5,416 quilômetros
  • Número de curvas: 22
  • Voltas: 57
  • Distância da corrida: 308,524 quilômetros
  • Velocidade máxima estimada: 340 km/h

A primeira corrida terá 57 voltas, enquanto a distância total chegará a 308,524 quilômetros. O circuito também apresenta 22 curvas bastante diferentes.

Além disso, os carros devem alcançar aproximadamente 340 km/h nos trechos mais rápidos. O traçado ainda apresenta fortes variações de altitude e diversas zonas de frenagem.

Por isso, os pilotos precisarão combinar velocidade, precisão e controle. Afinal, vários setores apresentam muros próximos e poucas margens para erros.

A volta pelo Madring

A volta começa com uma reta de alta velocidade até a primeira curva. Nesse trecho, os pilotos terão uma das primeiras oportunidades para tentar ultrapassagens.

Na sequência, o traçado passa pelas curvas 2 e 3, que marcam a entrada na parte urbana. A terceira curva recebe o nome de Hortaleza.

A referência vem do distrito madrilenho de Hortaleza, localizado próximo ao circuito. Depois, os pilotos enfrentam outro trecho veloz antes de uma forte frenagem.

A curva 5 surge como um dos pontos importantes para ultrapassagens. Os carros chegam em alta velocidade e precisam reduzir bastante antes de completar a sequência seguinte.

Depois, o circuito apresenta uma das suas primeiras mudanças de elevação. A subida leva os pilotos em direção às curvas 6 e 7.

A região recebe o nome de Subida de las Cárcavas. O trecho apresenta inclinação de 8,3% e eleva os carros em aproximadamente dez metros.

Logo depois, aparece a curva 8, conhecida como El Búnker. O nome faz referência às fortificações da Guerra Civil Espanhola existentes naquela região.

Em seguida, os pilotos entram em um setor rápido e técnico. A sequência leva até a região de Valdebebas, onde ficam as curvas 9, 10 e 11.

Então surge o principal cartão-postal do Madring: a curva 12, conhecida como La Monumental.

Por que La Monumental é tão especial?

A curva possui formato semicircular e faz referência às tradicionais praças de touros espanholas. O principal exemplo é a famosa arena de Las Ventas, em Madri.

La Monumental tem aproximadamente 550 metros e apresenta até 24% de inclinação. Além disso, os pilotos permanecem cerca de seis segundos na curva.

O trecho também permite diferentes linhas de trajetória. Dessa forma, os pilotos podem buscar posições distintas para preparar a sequência seguinte.

Porém, a curva exige bastante dos carros e dos pneus. A Pirelli espera uma carga energética superior à registrada em curvas inclinadas de Zandvoort.

Ao mesmo tempo, La Monumental pode influenciar diretamente as ultrapassagens. Isso acontece porque a curva antecede uma forte frenagem, criando oportunidades na sequência.

Um circuito que exige muito dos pilotos

Depois de La Monumental, os carros chegam às Enlazadas de Valdebebas. O setor reúne as curvas 14, 15 e 16 em uma sequência rápida.

Na sequência, os pilotos enfrentam uma forte frenagem na curva 17. O trecho também apresenta muros próximos e exige precisão durante a entrada e a saída.

Depois, a curva 18 aparece após um túnel que conecta diferentes áreas do circuito. O local também ganhou o nome de Curva Norte.

Já a curva 19 permite recuperar velocidade antes da parte final. Entretanto, as curvas 20 e 21 voltam a exigir precisão.

Por fim, a curva 22, chamada El Parque, conduz os pilotos novamente à reta principal. O nome faz referência ao Parque Juan Carlos I.

O circuito de Jarama, no norte de Madrid, recebeu 9 provas da F1 – Foto: Reprodução/F1

Caos nos primeiros testes da F3

Antes da estreia da Fórmula 1, o Madring recebeu os primeiros testes de pista com carros da Fórmula 3. O resultado chamou atenção.

Em dois dias, os fiscais precisaram interromper as atividades 19 vezes com bandeiras vermelhas. Além disso, dez pilotos diferentes tiveram contatos com os muros.

Segundo James Vowles, chefe da Williams, o teste registrou três chassis quebrados e seis suspensões danificadas.

Por isso, o dirigente classificou o Madring como uma pista que “destrói carros”. Entretanto, Carlos Sainz prefere esperar a estreia da Fórmula 1 antes de adotar esse rótulo.

O espanhol já conhece o circuito e considera o traçado extremamente complicado. Ainda assim, ele acredita que a dificuldade pode tornar a estreia ainda mais interessante.

Onde ultrapassar no Madring?

A curva 1 aparece como uma das principais oportunidades de ultrapassagem. Afinal, os carros chegam em alta velocidade e enfrentam uma forte frenagem.

A curva 5 também surge como outro ponto importante. O trecho combina uma longa aceleração com uma redução significativa de velocidade.

Além disso, a curva 13 pode oferecer boas oportunidades. Os pilotos chegam a mais de 300 km/h e precisam frear para aproximadamente 140 km/h.

A curva 17 também merece atenção. Nesse ponto, os carros reduzem bastante a velocidade depois de um trecho veloz em Valdebebas.

Assim, o Madring combina três elementos importantes para uma estreia: velocidade, mudanças de elevação e zonas de forte frenagem.

Um novo palco para a Fórmula 1

O Madring será o novo palco do GP da Espanha a partir de 2026. Com isso, Madri volta a receber a Fórmula 1 depois de 45 anos.

A última corrida da categoria na capital espanhola aconteceu em 1981, no circuito de Jarama. Agora, a Fórmula 1 retorna com uma pista completamente diferente.

Além disso, o projeto pretende transformar o GP em um grande evento esportivo e de entretenimento. A expectativa inicial é receber 110 mil torcedores.

Durante o primeiro fim de semana, entretanto, a principal atração estará na pista. Afinal, a Fórmula 1 ainda precisa descobrir como seus carros vão se comportar no novo e exigente Madring.

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