Botafogo de Bellão segura Palmeiras e ensaia evolução, mas precisa voltar a vencer
O empate em 0 a 0 entre Botafogo e Palmeiras, no último domingo, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, não foi suficiente para encerrar o jejum de vitórias do time carioca. Ainda assim, a atuação deixou uma impressão diferente em relação aos jogos anteriores. Mais organizado e competitivo, o Botafogo conseguiu equilibrar o confronto diante do então líder do campeonato e mostrou sinais de evolução sob o comando de Rodrigo Bellão.
Para enfrentar o Palmeiras, Bellão promoveu algumas mudanças na estratégia e na formação da equipe. Villalba foi escalado aberto pelo lado direito com uma função importante na recomposição defensiva, enquanto Montoro atuou mais aberto pela esquerda. No ataque, Danilo Pereira e Arthur Cabral foram as opções, com Danilo tendo liberdade para infiltrar e Cabral ocupando a referência como camisa 9.
Na defesa, Marçal substituiu Telles na lateral esquerda, enquanto Lucas Monzón formou a dupla de zaga com Ferraresi. Vitinho também foi titular, apesar de ter sofrido uma pancada no joelho durante um treinamento na semana. O lateral atuou no sacrifício, mas precisou deixar o campo aos 22 minutos do segundo tempo, sendo substituído por Mateo Ponte. No banco, Vitinho iniciou imediatamente o tratamento com gelo.
A principal característica do Botafogo foi a organização sem a bola. O Palmeiras terminou a partida com 63% de posse, número que evidencia a proposta adotada por Bellão. O time carioca priorizou a proteção da área, manteve as linhas compactas e buscou acelerar as jogadas quando recuperava a posse.
Mesmo com menos tempo com a bola, o Botafogo conseguiu criar uma grande oportunidade no primeiro tempo. Villalba recebeu em boa condição e ficou cara a cara com Carlos Miguel, mas desperdiçou a chance de abrir o placar. O Palmeiras também teve sua oportunidade mais clara, já na segunda etapa, quando Maurício cabeceou e parou em uma boa defesa de Gabriel Batista.
No segundo tempo, o Palmeiras aumentou a pressão e obrigou o Botafogo a se defender ainda mais. A equipe carioca encontrou dificuldades principalmente pelos lados do campo, onde os paulistas passaram a explorar mais os espaços. Diante disso, Bellão precisou mexer na equipe para reforçar a marcação.
Vitinho deixou o campo para a entrada de Mateo Ponte, enquanto Villalba foi substituído por Júnior Santos. As alterações tinham como principal objetivo fortalecer o sistema defensivo e dificultar a atuação de Arias, que ganhava espaço pelo setor.
Na sequência, Bellão promoveu mais mudanças. Kadir entrou no lugar de Arthur Cabral, enquanto Montoro e Danilo Pereira foram substituídos por Medina e Edenílson. Com as alterações, o treinador buscou manter a organização defensiva e dar novo fôlego à equipe na reta final da partida.
O empate sem gols, portanto, representa um resultado de sentimentos distintos para o Botafogo. Se por um lado o time segue sem vencer, por outro apresentou uma postura mais competitiva e organizada diante de um adversário que dominou a posse de bola e pressionou durante boa parte do jogo.
A atuação contra o Palmeiras pode ser vista como um primeiro sinal de evolução do trabalho de Bellão. O Botafogo mostrou que consegue competir e se defender de maneira mais consistente, mas ainda precisa transformar essa melhora em resultados. Mais do que apresentar uma evolução no desempenho, o próximo passo será voltar a vencer.
