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Santos sobra no 1º tempo, mas flerta com o perigo por acomodação e mexidas de Cuca – 3 a 2 contra o Internacional

Quem assistiu aos primeiros 45 minutos no Beira Rio teve a nítida impressão de que o Santos resolveria seu compromisso com extrema facilidade. Flutuando como um verdadeiro camisa 10 centralizado, Rollheiser ditou o ritmo do ataque santista, encontrando passe precioso para Gabigol sofrer pênalti e, mais tarde, servindo Oliva com precisão cirúrgica para anotar o terceiro gol.

O placar de 3 a 0 construído antes do intervalo (muito alavancado pela expulsão precoce de Matheus Bahia do lado gaúcho) trazia a sensação de dever cumprido com sobra.

A leitura certeira da etapa inicial e o brilho dos destaques

A proposta inicial de Cuca repetiu o encaixe que deu certo contra o Vasco e funcionou perfeitamente. Rollheiser atuou solto por dentro, organizando o setor ofensivo e servindo de ponte para a movimentação vertical de Gabigol. O camisa 9 foi letal e oportunista: aproveitou o erro da zaga colorada para abrir o placar e converteu a penalidade máxima com frieza.

Até ali, a engrenagem funcionava sem ruídos. Luan Peres e Willian Arão seguravam a defesa com sobriedade, enquanto Escobar dominava seu corredor defensivo. O Santos dominava a posse, acelerava nos momentos certos e sufocava um Internacional fragilizado e atordoado.

Acomodação, mexidas erradas e o sufoco desnecessário

A postura da equipe após o intervalo, contudo, ligou o sinal de alerta. Em vez de manter o volume e liquidar a fatura contra um adversário com um jogador a menos, o Peixe preferiu administrar. E pior: Cuca mexeu mal no time.

Ao recuar as linhas e promover alterações que tiraram o ritmo do meio de campo (como a entrada desastrada de Miguelito, que cometeu um pênalti infantil), o Santos deu campo e vida ao Internacional. O espaço oferecido na entrada da área resultou no belo gol de Aguirre e, logo em seguida, o gol de pênalti de Bruno Henrique fez a vantagem confortável desmoronar para um perigoso 3 a 2.

Por muito pouco o Alvinegro não estragou mais um domingo da sua torcida. Um jogo que estava absolutamente controlado virou um teste desnecessário de nervos para o santista na Vila.

Sinais positivos e o que precisa mudar

Nem tudo foi apreensão na reta final. A estreia de Arthur Melo trouxe boas notícias: o volante entrou demonstrando frieza, escondendo a bola do adversário e devolvendo a cadência que o time havia perdido. Por outro lado, a estreia de Lima foi burocrática, com direito a uma chance clara desperdiçada nos acréscimos.

A vitória por 3 a 2 é fundamental para a tabela, empurra o Peixe para os 32 pontos (12º lugar) e dá um respiro valioso em relação ao Z-4.

No entanto, fica a leitura crítica que a comissão técnica precisa fazer: a oscilação entre os dois tempos não pode se repetir. O Santos tem bola para produzir um futebol convincente como o da primeira etapa, mas não pode se dar ao luxo de desligar do jogo e flertar com tropeços como foi no segundo tempo.

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