Fórmula 1

GP da Itália: curiosidades sobre uma das corridas mais famoso da F1

Após Lando Norris vencer o GP da Holanda, a Fórmula 1 chega ao histórico Circuito de Monza para o GP da Itália. O autódromo recebe a 13ª etapa da temporada 2026. A prova acontece entre sexta-feira (4) e domingo (6).

Localizado na região da Lombardia, ao norte de Milão, o Autodromo Nazionale Monza tem 5,793 km. Além disso, o circuito conta com 53 voltas e 11 curvas. Conhecido como “Templo da Velocidade”, Monza tem 80% da volta percorrida com o acelerador totalmente pressionado.

Por isso, a pista exige baixo arrasto aerodinâmico e grande eficiência das unidades de potência. Além disso, as longas retas permitem velocidades muito elevadas. Confira, a seguir, algumas curiosidades sobre um dos circuitos mais tradicionais da Fórmula 1:

1. História de longa data

Monza integra o calendário da Fórmula 1 desde a temporada inaugural, em 1950. Além disso, o GP da Itália só deixou o circuito em uma ocasião. Em 1980, a prova aconteceu em Ímola por causa de reformas em Monza.

O autódromo foi construído em apenas 110 dias, em 1922. Naquele período, Monza tornou-se o terceiro circuito permanente construído especificamente para corridas.

2. Recorde de velocidade

Monza também abriga o recorde de maior velocidade média em uma volta oficial da Fórmula 1. Em 2020, Lewis Hamilton conquistou a pole com média de 264,362 km/h. O britânico completou a volta em 1min18s887.

O recorde de velocidade média em uma corrida também pertence a Monza. Em 2025, Max Verstappen venceu o GP da Itália com média de 250,706 km/h. A marca superou o antigo recorde de Michael Schumacher, registrado em 2003.

3. Domínio ferrarista

A Ferrari é a equipe que mais venceu o GP da Itália. Em 2024, Charles Leclerc garantiu a 20ª vitória da escuderia em Monza. Dessa forma, a equipe ampliou seu recorde de triunfos em um mesmo circuito.

Além disso, a relação entre Ferrari e Monza vai muito além dos números. A equipe italiana corre em casa diante dos tifosi, que tradicionalmente lotam o autódromo.

4. Um circuito realmente veloz

Monza é considerado o circuito mais rápido da Fórmula 1. A pista tem uma reta principal de 1,1 km e longos trechos de aceleração. Além disso, os carros passam cerca de 80% da volta com o acelerador totalmente pressionado.

Por outro lado, os pilotos precisam frear intensamente para as chicanes. Na Variante del Rettifilo, por exemplo, os carros chegam a cerca de 350 km/h antes de reduzir drasticamente a velocidade.

5. O primeiro título de Fittipaldi

Foi em Monza que Emerson Fittipaldi conquistou seu primeiro título mundial, em 1972. O brasileiro tinha apenas 25 anos e tornou-se o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 naquele momento.

A conquista, entretanto, quase escapou. Dias antes da prova, um caminhão da Lotus sofreu um acidente e destruiu o carro principal de Emerson. Assim, o brasileiro precisou utilizar o modelo reserva.

Além disso, o carro apresentou um vazamento no tanque de combustível pouco antes da largada. Os mecânicos conseguiram reparar o problema a tempo. Fittipaldi terminou em primeiro e garantiu o campeonato.

6. A temporada quase perfeita da McLaren

Em 1988, a McLaren dominou a Fórmula 1 com Ayrton Senna e Alain Prost. A equipe venceu 15 das 16 corridas daquela temporada.

No entanto, a única derrota aconteceu justamente em Monza. Senna liderava a prova quando tentou ultrapassar o retardatário Jean-Louis Schlesser na primeira chicane. O brasileiro tocou no Williams e abandonou.

7. O presente para os tifosi

Com o abandono de Senna, Gerhard Berger assumiu a liderança e venceu pela Ferrari. Michele Alboreto completou a dobradinha italiana.

A vitória teve um significado especial para a Ferrari. Enzo Ferrari havia morrido poucas semanas antes, em agosto de 1988. Assim, o triunfo diante dos tifosi tornou-se uma das vitórias mais marcantes da equipe naquela década.

8. A provocação de Prost

Um ano depois, Alain Prost voltou a protagonizar uma cena histórica em Monza. O francês já havia anunciado sua saída da McLaren para defender a Ferrari em 1990.

Após vencer a corrida, Prost entregou seu troféu aos torcedores da Ferrari. A atitude irritou Ron Dennis, chefe da McLaren, porque os troféus pertenciam à equipe.

9. Ferrari também domina nos pódios

A hegemonia da Ferrari em Monza aparece também nos pódios. A equipe italiana acumula o maior número de presenças entre os três primeiros na história do circuito.

Além disso, McLaren e Williams aparecem entre as equipes com mais resultados de destaque em Monza. O domínio ferrarista, portanto, não se resume às vitórias conquistadas em casa.

10. Os maiores vencedores

Entre os pilotos, Michael Schumacher e Lewis Hamilton dividem o recorde de vitórias no GP da Itália. Ambos venceram cinco vezes em Monza.

Na sequência, aparece Nelson Piquet. O tricampeão mundial venceu quatro vezes na Itália, em 1980, 1983, 1986 e 1987.

11. A última corrida da família Williams

O GP da Itália de 2020 marcou o fim de uma era na Fórmula 1. A prova foi a última disputada pela Williams sob o comando da família que fundou a equipe.

Frank e Claire Williams deixaram a categoria após 43 anos e 739 Grandes Prêmios. A mudança aconteceu depois da venda da equipe para o grupo de investimentos Dorilton Capital.

Durante esse período, a Williams conquistou nove títulos de construtores e sete de pilotos. A equipe também venceu 114 Grandes Prêmios.

12. O antigo oval de Monza

O circuito atual é apenas uma parte da história de Monza. O autódromo já utilizou diferentes configurações desde sua inauguração, incluindo um traçado combinado com um enorme oval.

O antigo anel de alta velocidade tinha curvas inclinadas e chegou a integrar provas do Mundial em quatro ocasiões. O traçado foi utilizado nos GPs de 1955, 1956, 1960 e 1961.

Foto: Reprodução/Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images

Hoje, parte desse oval permanece preservada. Por isso, os fãs ainda conseguem observar as antigas curvas inclinadas durante uma visita ao autódromo.


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