Basquete

Seleção Brasileira cede Sob Pressão e é derrotado pelo México nas eliminatórias para a Copa do Mundo de Basquete

A Seleção Brasileira masculina de basquete encerrou a janela das Eliminatórias para a Copa do Mundo FIBA 2027 com um sinal amarelo ligado. A derrota por 79 a 74 para o México, em Zacatecas, escancarou uma equipe desgastada fisicamente e vulnerável nos momentos de definição.

O resultado marca a segunda derrota consecutiva do Brasil no torneio, derrubando a equipe para a 3ª posição do grupo (6-2) e complicando um caminho que antes parecia sob controle.

Aquele caos extra-quadra padrão brasileiro

A atuação em Zacatecas não pode ser analisada isoladamente do contexto pré-jogo. A delegação brasileira viveu um verdadeiro calvário logístico: um atraso em voo nacional gerou um efeito cascata que dividiu o grupo e atrasou a chegada ao México para poucas horas antes do confronto. Com apenas um treino de reconhecimento no ginásio, o Brasil entrou em quadra demonstrando clara falta de ritmo e pernas pesadas.

Essa limitação física cobrou seu preço no primeiro tempo. O México explorou a lentidão na rotação defensiva brasileira, comandado por Paco Cruz que foi autor de 10 pontos logo no primeiro quarto. A desatenção nos rebotes e o espaço cedido do perímetro permitiram aos donos da casa ir para o intervalo vencendo por 54 a 44. O volume ofensivo mexicano expôs um Brasil reativo, que dependia de lampejos individuais de Léo Meindl (21 pontos) para se manter vivo.

Ajuste Defensivo vs. Erros de Execução

No segundo tempo, a seleção mostrou capacidade de reação ao ajustar o tom defensivo. O Brasil cedeu apenas 25 pontos ao México nos 20 minutos finais, limitando o adversário a pífios 5 pontos no último quarto. O ímpeto liderado por Raul Neto (11 pontos e 7 assistências) na armação e os arremessos de longa distância de Didi Louzada (14 pontos) cortaram a diferença para apenas uma posse de bola nos minutos finais.

Entretanto, a reação parou nos próprios erros da equipe. O controle defensivo não se traduziu em eficiência no ataque.

Tabela Apertada e Necessidade de Resposta

A sequência de reveses (contra República Dominicana em Brasília e México fora )retira a gordura que o Brasil acumulou no início da competição. O aproveitamento de 6-2 ainda garante margem de manobra, mas a margem de erro zerou.

Fonte: O GOL

A janela de novembro apresentará o cenário mais exigente do torneio: partidas em casa contra os Estados Unidos e a revanche contra o próprio México. O desempenho em Zacatecas prova que entrega física e talento individual não sustentam resultados quando a execução técnica falha nos detalhes.

Para garantir a vaga no Mundial de 2027 sem depender de combinações de resultados, o Brasil precisará corrigir sua conversão no garrafão e apresentar uma estrutura logística à altura do nível exigido pelo basquete internacional.

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